domingo, 21 de novembro de 2010

"Integralidade" versus Integridade

Eu não sei o quanto eu quero integrar as minhas coisas, unificar meus "espaços" virtuais, migrar minhas idéias, conectar com todo mundo meus álbuns, arquivos, textos... minha vida.
Vida virtual que de real tem muito.
Hoje a moda é conectar e linkar tudo e todos.
Já aconteceu de ficar linkada a um álbum de fotos que era particular. Só porque a microsoft se acha dona de meio mundo!
Muitos estão aderindo a esta "integralidade" toda; achando o máximo conectar albuns, textos, videos, canais de relacionamento, emails e tudo mais...
Mas eu estava pensando no quanto isto expõe a intimidade e fere a integridade da pessoa; e muitas vezes sem que ela perceba.
A internet por natureza é um canal aberto, e como tal já expõe as pessoas que o utilizam, seja como for: a trabalho, estudo ou por lazer. Por isto a exposição por si só, já é um risco; quanto mais colocar lá coisas pessoais como fotos, videos, textos, lugares aonde se vai, aonde se vive,o que se conhece e do que se gosta.
Hoje em dia não há mais nenhum trabalho árduo para um hacker/criminoso encontrar dados relevantes sobre alguém com tanta migração e conexão juntas.
Eu me reservo o direito de não "linkar" nada, de não conectar nada.. de ter quantos 'nicknames' eu quiser, de ser mais de uma pessoas... De ser todas as pessoas que eu quiser, de ter quantos blogs desejar, de escrever a respeito do que desejar, no momento em que eu desejar...
Me reservo o direito de não compartilhar amigos a outros; assim como me reservo o direito de não te-los em todas as comunidades, blogs e chats que eu conheço. Porque ninguém é igual a ninguém, nem todo mundo gosta das mesmas coisas que você e este DIREITO deve ser respeitado, tanto quanto o DEVER de não insistir no questionamento do "porquê não eu".
Não quero e pronto. Não quero fazer parte de grupos sociais, de livro de faces, de comunidade fútil, de sites de relacionamento.
O que é hoje o Twitter? Um grande site de fofoca instantânea e de muita propaganda: divulgação em massa! Todo mundo está lá p/ criticar, falar mal, divulgar um produto ou serviço e para se tornar popular (conhecido) de alguma forma.
O Orkut é a mesma coisa, bem diferente do inicio em que só se cadastrava quem era convidado por um amigo: comunidade fechada. Hoje rodeada por MKT e intriga. Virou desculpa até p/ profissional de RH passar a tarde na net e vasculhar a vida alheia. O que uma pessoa faz na intimidade, fora do trabalho é problema exclusivamente dela, no meu modo "retrógrada" de ver a vida.
Me desculpem os aficcionados, mas eu quero a minha liberdade virtual de volta!!

sábado, 20 de novembro de 2010

Novos posts para um velho blog...

Agora na "Era" Twitter tudo... acabei deixando de lado meu blog, ficando sem tempo algum p/ ele... atualmente preciso me preocupar com "o que vou escrever no Twitter hj"... No fim, acabo escrevendo pouca coisa que preste...rs. Enfim...
Acredito que deveria me preocupar mais com "o que eu irei ler hj".
É cada absurdo que leio... que nossss... dá medo!!
Tem um tal de Feiuk... (bom o nick já diz tudo, né?! Fake e feio, ainda por cima!)Td bem... o cara criou um conta p/ zuar e tal; mas até no meu ponto de vista deve-se ter criatividade p/ isso... Agora "Twittar" coisas do tipo: "estou andando dentro de um supermercado", "Estou muito cansado mais o vício não me deixa desligar o computador." ou ainda esta pérola: "Putz! Engordei 2 quilos!". Me poupe!!!!
E o lance do RT (que depois fiquei sabendo que é Retweet), que é como se vc encaminhar, distribuir p/ sua lista...
Aí vem um e escreve "Hoje é o dia nacional da abobrinha, dê RT para comemorar este dia"... ai ai ai Tem dó, né?! Ninguém merece!
Bom, eu já sabia que encontraria muita futilidade e besteirol, mas a curiosidade e a vontade de encontrar algo de bom na vida virtual, me levaram a criar uma conta e por fim, depois de muito relutar, começar a usar.
To "verde" na coisa ainda... hoje mesmo fui enganada por um falso William Bonner (que se dizia real @realbonner), que é mais simpático do que o ORIGINAL, mas... de qualquer forma: tomei um trote!
Ainda não tenho listas, não sei direcionar as msgs... ainda não sei o que posso e o que não posso fazer; e nem ao menos sei colocar fotos e/ou vídeos lá... linkando do Twitter p/ outro site. Tb estou aprendendo a linkar sites, postar noticias e tal
Ainda tenho muito que aprender sobre esta ferramenta, mas um "vicio" eu já peguei... abreviar as palavras e substituí-las por símbolos para que eu consiga terminar um pensamento em apenas 140 caracteres (ou menos qdo é um "Reply" - resposta).
Depois surgem as ONG's preocupadas com o destino da língua e o futuro da alfabetização... Affe! Nem quero pensar nisto.
Já falei demais por hoje...texto grande ninguém lê; ainda mais Twitteiro! rs

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Conclusões Óbvias

É inútil vencer se não houver um objetivo plausível
De que vale uma guerra se não se sabe ao certo como ela começou e porque?
Não existe amor unilateral; o que há é ilusão.
Enganar a si mesmo pode ser uma forma de sobrevivência; instinto de preservação.
Existem muitos graus de loucura, e em alguns casos só se descobre depois que se convive a muito tempo com ela.
Quando alguém diz que a vida deve ser vivida intensamente não está falando que devemos vivenciar emoções fortes todos os dias, tais como saltar de para-quedas ou se apaixonar por alguém que não te quer, né? Se for isto é melhor passar a vida vegetando do que tentar se matar todos os dias.
O que é saudável para você pode não ser para mim. Então não me receite medicamentos: SOU ALÉRGICA.
As mulheres não se tornaram mais "fáceis", só se tornaram um pouco mais homens!
Sim, realmente o sexo feminino depende cada vez menos do sexo masculino, e estão partindo para a auto-reprodução; em breve não existiram mais latas nem vidros de azeitonas e palmito.

LÁPIDE...

Enfrentou árduas batalhas em vão, acreditando ser possível a vitória.
Vivenciou desafios que muitos jamais ousariam; superou todos.
Alcançou seus principais objetivos, porém não alcançou a vitória.
Perdeu a esperança muito antes de perder a guerra.
Morreu acreditando ter vivido pequenas fagulhas de seus sonhos, lindos sonhos...
Grande fé que outrora tivera...
Pequena menina, grande mulher.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Demasia

Chega o dia em que percebemos que tudo está em demasia.
Chuva em demasia, calor em demasia, conta em demasia, compromissos em demasia, atrasos em demasia...solidão em demasia.

Desse modo a vida passa a ser em demasia. Acredito que não exista mais o que eu não tenha visto, o que eu não tenha presenciado nessa vida. Acredito que já sofri em demasia,já chorei em demasia...amor platônico em demasia, sonho em demasia, desejo.
Choro , angustia, tristeza, preocupação, solidão. Sofrer calado na multidão.
Não falo sem razão.
Planos traçados, rasgados, desfeitos, frustrados... mais de um...projetos mil.
Nadar e morrer na praia... mais que um clichê, uma realidade.
Sonhos grandes, gigantes que parecem ter se tornado maiores que eu, em um momento em que o EU "minguou",diminui tamanho o cansaço, tamanha luta, tamanho as barreiras, as pedras no caminho.
Vencer só se for por mérito, jamais na trapaça, na ameação... no apelo...
Muita luta e zelo; muito amor sem ter a quem dar, cuidar, plantar e colher carinho,atenção, amor, compreensão.
sensação de guerra em vão. não vale a pena... luta sem bandeira.
Lutas em vão...tormentas em demasia.
Vida vazia...em demasia.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Valores sobrepujados

Antigamente, nos tempos de nossos avós, trabalhava-se para se ter o que comer e vestir basicamente. Vivia-se para plantar, comprar animais e tratar dos filhos que, se tudo corresse bem, fariam o mesmo trajeto de vida.
Nesses tempos o que contava era a sobrevivência, a boa alimentação, um bom tecido com belo corte para se ter uma boa peça de roupa; a serem usadas em ocasiões especiais, como festas regionais, por exemplo.
A vida era simples, mas de qualidade.
A algum tempo as pessoas sairam das fazendas, do interior e instalaram nas cidades. Assim como a migração das pessoas, também houve a migração de valores, de cultura e laser.
Com o advento da tecnologia, a qualidade de vida melhorou, os bens de consumo aumentaram, e as necessidades surgiram do nada; tornando-se, hoje, indispensáveis.
Isto pode ser notado com um simples passeio ao shopping ou constatado numa parada de ônibus circular.
Hoje é possível se ter mais de 4 números de telefones pessoais (digo celulares e telefonia móvel); sem contar o telefone fixo.
Conforme a promoção da operadora, um numero novo. E eu estou nesta vertente também.
No intuíto de economizar com ligações telefônicas, comprei mais um chip (e ganhei outro!). Quando estava no balcão da operadora escolhendo os números chegou uma senhora, com três filhos (quase todos adolescentes). Ele foi comprar outros 3 chips, um para cada filho. Mas como um deles já tinha preferência por outra operadora ela teve que desembolsar R$50,00 reais pela compra dos chips. Mais tarde com certeza ela teria que colocar crédito em todos esses novos chips. A filha mais nova dela deveria ter por volta de uns 7 anos. Na minha opinião criança de 7 anos não deveria estar munida de aparelho celular, nem Ipod, ou qualquer MP (3,4,5,6,7,10, enfim... corre um risco muito grande de ser furtada, assaltada e também não possui maturidade suficiente para usar tais aparelhos com responsabilidade e bom senso. Mas esta é uma outra discussão, que não cabe neste momento.
O fato é que esta mulher, que deveria ter por volta dos 40 e poucos anos, estava gastando um dinheiro considerável com equipamentos, antes nem tão necessários assim. Isto seria apenas um problema dela, se ao me virar para aquela senhora percebesse que lhe faltava um dente bem na frente da boca.
Ou seja, a pessoa é capaz de gastar R$50,00 em dinheiro e depois mais, pelo menos, R$60,00 em créditos para celular, e não gastar um centavo com a própria saúde!!
A saúde bucal é fundamental para o ser humano, porq é a boca que alimenta o corpo. É o local onde bactérias proliferam, enfim. Além de ser o principal cartão de visitas de qualquer pessoa; é de onde saem as palavras e com elas aromas ou odores.
Como pode uma pessoa se importar mais em ter, do que ser!! A que ponto chegamos na inversão de valores??? Até onde a necessidade em ter, pode ser maior do que ser, sentir, estar bem?
Como a sociedade pode ter chegado ao ponto de preferir consumir, possuir, criar necessidades irreais, do que estar bem, ser saudável, pensar em si... Aonde vamos parar???
Que mundo é este? Que sociedade é esta?
Esta mulher não é um caso isolado, são milhões de pessoas que agem da mesma maneira!
Este caso é só mais um entre vários que já testemunhei.
Só uma palavra cabe em meio a tanta indignação e desrespeito a si próprio.
ABSURDO

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Mais e Mais

Sabe quando você não sabe bem o que está fazendo, o que está dizendo, mas você não tem tempo de parar p/ pensar... Você nem quer parar para pensar... você só vai fazendo, fazendo...
Assistir e baixar seriados até se exaurir... até que todos os episódios da sua série favorita sejam vistos e não exista mais nenhum.
Gastar uma grana boa em artigos de artesanato para passar noites em claro e dias sem fim fazendo coisas, pintando, colando, pregando, encaixando, lixando e fotografando cada etapa. Tudo para não pensar... Pensar em outras coisas e fazer outras coisas para não pensar... pensar em nada.... sonhar em nada...
Sem sonhos, sem histórias, sem contos, sem vida, sem ar...
Sem ar é como me sinto agora... sem chance, sem vez... sem possibilidade de ser feliz, de tentar...arriscar, sei lá.
Quero mais nada... estou cansada... luta sem fim... desequilíbrio total, ansia, enjôo, negação, insatisfação, frieza; tudo junto, misturado em mim. Isso é fruto da frustração, descontentamento, desapontamento.
Não quero mais p/ mim.... Por isso faço mais e mais aquilo que nem preciso parar p/ pensar, só fazer e fazer... trabalhar sem parar. Essa é a lei... de resto é esperar a morte, para minha sorte... um fim.

domingo, 25 de outubro de 2009

Alfabeto

Estava pensando a relação do alfabeto na vida... e aí a mente viajou para longe, me trazendo para perto... então comecei a racionalizar colocando por ordem de chegada. rsrsrs
Logo a princípio veio a letra M, depois outro M (meio chato). Me interessei por um F, depois um A apareceu, outro M, um J. Um S surgiu como mágica; e eu quase nem pude acreditar. Depois N, o C me perseguiu. Aí veio outro C, outro A, mais um C (maravilhoso!). Aí vieram outras letras, que nem me lembro mais, totalmente sem importância. Até aparecer um W, outro A, e mais outro A, mais outro A, um J, , R, outro A, R, um I, e outro A. (não necessariamente nesta ordem).
Notei que repeti algumas letras.. umas mais que as outras. Um capricho da vida...
Cheguei a conclusão que já fui de A a W, porém ainda faltam algumas letras para colecionar histórias, lembranças e fatos.
Pode ser que eu não complete o alfabeto, mas os "astros" prometem! kkkkkk
A vida é mesmo cheia de surpresas, não? Basta olharmos com mais atenção para nortarmos os detalhes, reservados a nós.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

No embalo da música

Com o passar dos dias, dos meses, dos anos até... nos esquecemos dos momentos felizes, das aventuras, emoções, travessuras...
Hoje eu estava no carro, retornando para casa, quando eu ouvi uma música no rádio, nada nova, mas bem animada... Comecei a canta-la e aí um sorriso surgiu no meu rosto, meu coração se alegrou e com isso imagens, situações vieram a minha mente... comecei a rir sozinha... dentro daquele carro, nesta noite chuvosa.
Me lembrei das paqueras, dos nomes... pessoas as quais já havia esquecido vieram a tona... saudade, quanta saudade.
E as emoções? Nossaaa! Quantas! Boas, furtivas as vezes... E quanta oportunidade perdida... ahhh, isso nem se fala!
Ainda continuo a perder, mas nem tão boas são mais, enfim...
Aí veio a certeza de boas histórias... fatos, quantos!!!
Gostaria de conta-los todos, ou quase... mas seria indiscrição minha e desfaria o mistério.
Nomes já repeti, prestei continência, pilotei, alguns nomes nem sei, outros perdi, esqueci...
Fantasmas vivos cansei de ver, em todos os lugares... bocas de um só.
Devaneio árido, em meio pálido, surto vil.
Tudo com preço, bem pago... sofreguidão, angústia... misturados, prensados... empurrados goela a baixo.
Não importa, tudo agora faz parte de um grande enredo, história escrita aos poucos, tão vagarosamente e ao mesmo tempo repentinamente que os pequenos trechos se perdem e se sobrepõem os mais loucos, incisivos e significantes.
De qualquer forma são esses últimos que faz valer a pena viver...
As partes ruins, podres, infelizes, ineficazes são esquecidas, abandonadas, desintegradas no vento... pelo tempo.
O importante é evoluir sempre e melhorar o enredo; continuar escrevendo cada vez melhor e mais elaboradamente, para que restem muitas histórias ricas, engraçadas, cheias de aventura, emoção e grandes momentos. A fim de que a parte ruim seja cada vez menor e ocupe ainda menos espaço em todo o contexto.
E o melhor será lembrar de tudo no embalo de uma boa música em um dia de chuva qualquer

sábado, 17 de outubro de 2009

Deficiências

Por algum motivo me peguei pensando nas deficiências emocionais que as pessoas possuem.
Acredito mesmo que isso seja uma questão de preparo.
Alguns são muito amados e pouco preparados para a vida; no modo de encarar as coisas ruins que a vida apresenta, as dificuldades, os momentos tensos, ruins, surpreendentes, enfim.
Outros não não aprendem a amar, nem ao menos conseguem pronunciar tal palavra (por mais que sintam), mas por outro lado sabem lidar com a decepção, com os momentos de stress, dificuldades, tensões, infortúnios, enfim.
De uma forma ou outra somos deficientes sentimentalmente, carentes, pobres de amor ou de malícia.
Não conheço ninguém que tenha os dois em demasia.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

TEMPO QUE FOGE

TEMPO QUE FOGE - Ricardo Gondim

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não vou mais a workshops onde se ensina como converter milhões usando uma fórmula de poucos pontos. Não quero que me convidem para eventos de um fim-de-semana com a proposta de abalar o milênio.

Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos parlamentares e regimentos internos. Não gosto de assembléias ordinárias em que as organizações procuram se proteger e perpetuar através de infindáveis detalhes organizacionais.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de "confrontação", onde "tiramos fatos à limpo". Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário do coral.

Já não tenho tempo para debater vírgulas, detalhes gramaticais sutis, ou sobre as diferentes traduções da Bíblia. Não quero ficar explicando porque gosto da Nova Versão Internacional das Escrituras, só porque há um grupo que a considera herética. Minha resposta será curta e delicada:

- Gosto, e ponto final!

Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos". Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos.

Já não tenho tempo para ficar dando explicação aos medianos se estou ou não perdendo a fé, porque admiro a poesia do Chico Buarque e do Vinicius de Moraes; a voz da Maria Bethânia; os livros de Machado de Assis, Thomas Mann, Ernest Hemingway e José Lins do Rego.

                                                                                                                                                                                                                                                    

Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita para a "última hora"; não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja andar humildemente com Deus. Caminhar perto dessas pessoas nunca será perda de tempo.

Leis muito esquisitas sobre sexo

Quando se trata do assunto, o governo precisa ser duro. Mas, em alguns lugares do mundo, legisladores exageram. Acompanhe a lista abaixo e perceba como a expressão "botar no pau" pode adquirir sentidos surpreendentes

No passado distante ou no presente, governos criam leis impossíveis, extravagantes, estúpidas, engraçadas. A variedade é grande, proporcional à capacidade criativa dos legisladores. Festeje: no Brasil, a lei sexual mais influente – fora as criminais de estupro e violência - é básica e abrange casos de atentado ao pudor.

No passado

Graduadas em prostituição
- No Tibete, uma lei milenar exigia que as mulheres se prostituíssem. Assim, imaginava-se que elas ganhassem experiência sexual antes do casamento. No início do século 20, depois da invasão chinesa, e de uma onda de violências sexuais, a lei, naturalmente, expirou.

Ruim para ambas as partes
- Já os hunos puniam estupradores com castração. Mulheres que tinham dois homens eram divididas em duas -- cada um ficava com uma parte, ainda que não fosse exatamente viva.

Boca no trombone
- A imperatriz chinesa Wu Hu, da dinastia Tang, inventou uma lei bem específica sobre sexo oral. Para ela, a mulher denotava sua inferioridade ao presentear o homem com felação – o popular boquete. Os caras é que tinham que usar a boca para beijar o clitóris. Por isso, Wu Hu insistia que, antes de qualquer reunião com homens, que eles manifestassem, oralmente, o seu apreço. A imperatriz abria o robe com que recebia os visitantes e eles tinham de ficar de joelhos e lamber suas partes íntimas. É irresistível especular que deve ter surgido daí a expressão "wu-huuuuu" -- porque a imperatriz era gostosa e a maioria das pessoas intimadas a beijar as intimidades dela achava aquilo um "negócio da china".

Castigo fecal
- Os teutões – povos germânicos que, no ano 100 A.C., viviam, entre outras regiões, onde hoje fica a Dinamarca – puniam as acusadas de prostituição afogando-as em excrementos. Detalhe sobre as mulheres da tribo dos teutões (teutonas, certo?): cometeram suicídio coletivo quando capturadas e dominadas pelo Império Romano.

Dá ou desce (bem fundo)
- Na Roma antiga, havia as virgens vestais. O voto de uma delas durava 30 anos. A que fizesse sexo antes disso poderia ser presa. A pena era ser enterrada viva.

Pés pelas mãos
- Na Espanha do século XVII, ninguém – a não ser o marido – poderia ver os pés de uma mulher. Peitos, tudo bem, mas, os pés eram considerados lascivos e deveriam ser cobertos na presença de qualquer outro homem que não o marido.

Tolerância zero
- Também no Império Romano, os estupradores que cometiam o crime pela primeira vez tinham seus testículos esmagados entre duas pedras. Era um método bem efetivo de impedir a reincidência.

Pelamordedeus
- Nos primórdios do cristianismo, a igreja proibia que se fizesse sexo às quartas, sextas e domingos. Por quê? Porque sim.

Só mudar o grito
- Uma prostituta francesa, no século XVIII, podia ser poupada de punições se tivesse intenção de se juntar à ópera.

É fogo, viu!
- Na antiga cidade de Pompéia, não se podia tingir o cabelo nas cores vermelho, azul ou amarelo. Essas cores indicavam que a cidadã poderia ser uma meretriz. Moças de família poderiam ficar queimadas na sociedade se tingissem o cabelo nessas cores. No fim, como se sabe, acabou todo mundo queimado, independente da cor do cabelo.

Sem meter o nariz onde não é chamado
- O Egito antigo é pioneiro nas leis punitivas para crimes sexuais. Seis mil anos atrás, um homem acusado de estupro era castrado. No caso de mulher adúltera, arrancava-se o nariz dela.

As que valem hoje

Decote legal
- "Seios femininos", de acordo com a Suprema Corte do Arizona, não podem ser legalmente classificados como "partes íntimas".

De perder a cabeça
- Na Indonésia, a pena para masturbação é decapitação. Ou seja: se você tem cabelos nas mãos, não precisa se preocupar com a cabeça. Nenhuma delas.

Na moto, não, please
- Em Londres é ilegal praticar sexo em uma motocicleta estacionada. Se você quiser transar com a moto andando, ok, problema seu.

Dançar sem roupa - denuncie
-No estado norte-americano de Illinois, a lei proíbe muito sobre sexo. Por exemplo, você não pode dançar nu e, também, não pode ficar de barraca armada em público. Faz sentido – ou não.

Usar bigode - denuncie também
- No estado de Indiana, nos Estados Unidos, é ilegal usar bigode se o portador tem "tendência a habitualmente beijar outros seres humanos".

Presuntos em paz
- É ilegal fazer sexo com um cadáver em qualquer parte dos Estados Unidos.

Trair e roçar não pode começar
- Em Hong Kong, uma mulher traída tem permissão para matar seu marido adúltero – desde que seja com as próprias mãos. A amante do marido, no entanto, pode ser morta da maneira que a chifruda achar conveniente.

A truta é treta
- No estado norte-americano de Minessota é terminantemente proibido a qualquer homem fazer sexo com um peixe vivo, dentro ou fora da água fria.

Como você pode notar, quando a assunto é sexo, tem lei esquisita a dar com pau. Aguarde a segunda parte porque o assunto é vasto e -  como no sexo - quem dá a primeira, quer a segunda.