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quarta-feira, 19 de outubro de 2011
PROBLEMAS...
terça-feira, 20 de outubro de 2009
No embalo da música
Com o passar dos dias, dos meses, dos anos até... nos esquecemos dos momentos felizes, das aventuras, emoções, travessuras...
Hoje eu estava no carro, retornando para casa, quando eu ouvi uma música no rádio, nada nova, mas bem animada... Comecei a canta-la e aí um sorriso surgiu no meu rosto, meu coração se alegrou e com isso imagens, situações vieram a minha mente... comecei a rir sozinha... dentro daquele carro, nesta noite chuvosa.
Me lembrei das paqueras, dos nomes... pessoas as quais já havia esquecido vieram a tona... saudade, quanta saudade.
E as emoções? Nossaaa! Quantas! Boas, furtivas as vezes... E quanta oportunidade perdida... ahhh, isso nem se fala!
Ainda continuo a perder, mas nem tão boas são mais, enfim...
Aí veio a certeza de boas histórias... fatos, quantos!!!
Gostaria de conta-los todos, ou quase... mas seria indiscrição minha e desfaria o mistério.
Nomes já repeti, prestei continência, pilotei, alguns nomes nem sei, outros perdi, esqueci...
Fantasmas vivos cansei de ver, em todos os lugares... bocas de um só.
Devaneio árido, em meio pálido, surto vil.
Tudo com preço, bem pago... sofreguidão, angústia... misturados, prensados... empurrados goela a baixo.
Não importa, tudo agora faz parte de um grande enredo, história escrita aos poucos, tão vagarosamente e ao mesmo tempo repentinamente que os pequenos trechos se perdem e se sobrepõem os mais loucos, incisivos e significantes.
De qualquer forma são esses últimos que faz valer a pena viver...
As partes ruins, podres, infelizes, ineficazes são esquecidas, abandonadas, desintegradas no vento... pelo tempo.
O importante é evoluir sempre e melhorar o enredo; continuar escrevendo cada vez melhor e mais elaboradamente, para que restem muitas histórias ricas, engraçadas, cheias de aventura, emoção e grandes momentos. A fim de que a parte ruim seja cada vez menor e ocupe ainda menos espaço em todo o contexto.
E o melhor será lembrar de tudo no embalo de uma boa música em um dia de chuva qualquer
Hoje eu estava no carro, retornando para casa, quando eu ouvi uma música no rádio, nada nova, mas bem animada... Comecei a canta-la e aí um sorriso surgiu no meu rosto, meu coração se alegrou e com isso imagens, situações vieram a minha mente... comecei a rir sozinha... dentro daquele carro, nesta noite chuvosa.
Me lembrei das paqueras, dos nomes... pessoas as quais já havia esquecido vieram a tona... saudade, quanta saudade.
E as emoções? Nossaaa! Quantas! Boas, furtivas as vezes... E quanta oportunidade perdida... ahhh, isso nem se fala!
Ainda continuo a perder, mas nem tão boas são mais, enfim...
Aí veio a certeza de boas histórias... fatos, quantos!!!
Gostaria de conta-los todos, ou quase... mas seria indiscrição minha e desfaria o mistério.
Nomes já repeti, prestei continência, pilotei, alguns nomes nem sei, outros perdi, esqueci...
Fantasmas vivos cansei de ver, em todos os lugares... bocas de um só.
Devaneio árido, em meio pálido, surto vil.
Tudo com preço, bem pago... sofreguidão, angústia... misturados, prensados... empurrados goela a baixo.
Não importa, tudo agora faz parte de um grande enredo, história escrita aos poucos, tão vagarosamente e ao mesmo tempo repentinamente que os pequenos trechos se perdem e se sobrepõem os mais loucos, incisivos e significantes.
De qualquer forma são esses últimos que faz valer a pena viver...
As partes ruins, podres, infelizes, ineficazes são esquecidas, abandonadas, desintegradas no vento... pelo tempo.
O importante é evoluir sempre e melhorar o enredo; continuar escrevendo cada vez melhor e mais elaboradamente, para que restem muitas histórias ricas, engraçadas, cheias de aventura, emoção e grandes momentos. A fim de que a parte ruim seja cada vez menor e ocupe ainda menos espaço em todo o contexto.
E o melhor será lembrar de tudo no embalo de uma boa música em um dia de chuva qualquer
quinta-feira, 30 de agosto de 2007
O Grito
Minha alma grita, grita o mais alto que pode, mas eu a sufoco com o meu silêncio e complacência. Deixo apenas transparecer o meu leve sorriso que trago nos lábios...
Tenho o grito preso na garganta , meu corpo estremece inteiro ao sufocar essa necessidade... sinto-me sufoca junto com ele, mas nada posso fazer para saciar essa ãncia de sobrevivência e libertação... esse pedido de socorro! E porque não posso? Porque seria interpretado como loucura ou ataque de nervos... ouviria inúmeros conselhos e lições de moral e bons costumes.... depois me entupiriam de remédios calmantes ao ponto de me parecer com um zumbi, ou um gambá bêbado (já pareço louca... então), resumindo, comparando com situações mais reais, igual a um ébrio sem cura.
Nesse mundo não é permitido gritar a plenos pulmões, principalmente em público, a não ser pelos motivos “determinados” pela sociedade, tais como: jogos de futebol (onde se pode até ofender quem nem se conhece), torcidas organizadas de qualquer coisa (principalmente se for para incitar as torcidas rivais), por medo (mais aí existem restrições), entre outras situações. Mas gritar num ato desesperado de sobrevivência pessoal, sentimental e psicológica... ahhhh! Aí não! Aí é loucura mesmo (segundo os ritos sociais).
É por isso que me calo, é por esse motivo que deixo o grito sufocado em mim, preso na minha alma e no meu corpo... apertando meu coração, quase deixando-o sem espaço dentro do meu peito. Fazendo doer....
Tudo isso porquê? Porque quero respirar, quero me libertar dessa paixão que me consome, ou pelo menos ser imune a ela... quando tudo acabar, se acabar... Vivo com a esperança de que nunca acabe e com a dor de não saber o amanhã... Vivo o medo de errar e a amargura de ser só amanhã ou depois. Vivo a expectativa de ter e perder sem realmente ter tido. Vivo de promessas... vivo de sonhos, de reciprocidade, de desejos, de sonhos compartilhados, de amor correspondido. Vivo pelo brilho do olhar, pelo sorriso, vivo das palavras, dos gestos de carinho que me nutrem todos os dias e tornam a minha dor ínfima, pequena e totalmente válida. E isso que me mantém “sóbria”, que me deixa sã.
É um vicio... quando não tenho minha dose diária, a dor se torna imensa, maior do que eu... me tira do sério, me deixa com os nervos a flor da pele, a ponto de libertar o grito e deixar a dor transparecer em incontáveis lágrimas e atitudes impensadas... tenho raiva do mundo, de tudo... não quero nada, não tenho vontade de nada, tudo perde o sentido... nada mais me importa.... sinto uma imensa vontade de pular pro nada, só para ter uma nova sensação, para sentir a adrenalina correr em minhas veias e para poder soltar o grito com toda a força do meu corpo, me fazendo valer dos “motivos sociais”.
Tenho o grito preso na garganta , meu corpo estremece inteiro ao sufocar essa necessidade... sinto-me sufoca junto com ele, mas nada posso fazer para saciar essa ãncia de sobrevivência e libertação... esse pedido de socorro! E porque não posso? Porque seria interpretado como loucura ou ataque de nervos... ouviria inúmeros conselhos e lições de moral e bons costumes.... depois me entupiriam de remédios calmantes ao ponto de me parecer com um zumbi, ou um gambá bêbado (já pareço louca... então), resumindo, comparando com situações mais reais, igual a um ébrio sem cura.
Nesse mundo não é permitido gritar a plenos pulmões, principalmente em público, a não ser pelos motivos “determinados” pela sociedade, tais como: jogos de futebol (onde se pode até ofender quem nem se conhece), torcidas organizadas de qualquer coisa (principalmente se for para incitar as torcidas rivais), por medo (mais aí existem restrições), entre outras situações. Mas gritar num ato desesperado de sobrevivência pessoal, sentimental e psicológica... ahhhh! Aí não! Aí é loucura mesmo (segundo os ritos sociais).
É por isso que me calo, é por esse motivo que deixo o grito sufocado em mim, preso na minha alma e no meu corpo... apertando meu coração, quase deixando-o sem espaço dentro do meu peito. Fazendo doer....
Tudo isso porquê? Porque quero respirar, quero me libertar dessa paixão que me consome, ou pelo menos ser imune a ela... quando tudo acabar, se acabar... Vivo com a esperança de que nunca acabe e com a dor de não saber o amanhã... Vivo o medo de errar e a amargura de ser só amanhã ou depois. Vivo a expectativa de ter e perder sem realmente ter tido. Vivo de promessas... vivo de sonhos, de reciprocidade, de desejos, de sonhos compartilhados, de amor correspondido. Vivo pelo brilho do olhar, pelo sorriso, vivo das palavras, dos gestos de carinho que me nutrem todos os dias e tornam a minha dor ínfima, pequena e totalmente válida. E isso que me mantém “sóbria”, que me deixa sã.
É um vicio... quando não tenho minha dose diária, a dor se torna imensa, maior do que eu... me tira do sério, me deixa com os nervos a flor da pele, a ponto de libertar o grito e deixar a dor transparecer em incontáveis lágrimas e atitudes impensadas... tenho raiva do mundo, de tudo... não quero nada, não tenho vontade de nada, tudo perde o sentido... nada mais me importa.... sinto uma imensa vontade de pular pro nada, só para ter uma nova sensação, para sentir a adrenalina correr em minhas veias e para poder soltar o grito com toda a força do meu corpo, me fazendo valer dos “motivos sociais”.
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