Chega o dia em que percebemos que tudo está em demasia.
Chuva em demasia, calor em demasia, conta em demasia, compromissos em demasia, atrasos em demasia...solidão em demasia.
Desse modo a vida passa a ser em demasia. Acredito que não exista mais o que eu não tenha visto, o que eu não tenha presenciado nessa vida. Acredito que já sofri em demasia,já chorei em demasia...amor platônico em demasia, sonho em demasia, desejo.
Choro , angustia, tristeza, preocupação, solidão. Sofrer calado na multidão.
Não falo sem razão.
Planos traçados, rasgados, desfeitos, frustrados... mais de um...projetos mil.
Nadar e morrer na praia... mais que um clichê, uma realidade.
Sonhos grandes, gigantes que parecem ter se tornado maiores que eu, em um momento em que o EU "minguou",diminui tamanho o cansaço, tamanha luta, tamanho as barreiras, as pedras no caminho.
Vencer só se for por mérito, jamais na trapaça, na ameação... no apelo...
Muita luta e zelo; muito amor sem ter a quem dar, cuidar, plantar e colher carinho,atenção, amor, compreensão.
sensação de guerra em vão. não vale a pena... luta sem bandeira.
Lutas em vão...tormentas em demasia.
Vida vazia...em demasia.
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Demasia
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
TESTAMENTO
Alguns fatos da vida nos levam a pensar na morte. Levam-nos a refletir sobre a sorte...o passado, o presente e o futuro.
Então pensei: o que deixaria como legado? Filhos? Não os tenho... Mas se os tivesse deixaria o meu exemplo de vida.
Minhas conquistas não se resumem a bens... Desses não tenho nenhum. Não guardei, vivi cada centavo que pude, em benefício próprio ou alheio (que por conseqüência me satisfez de alguma forma) Da vida não se leva nada disso e dependendo do que se deixa aos outros, não dura muito. Isto é fato.
O que deixaria então?
Deixaria o conhecimento acumulado, a vivência... toda a experiência acumulada de uma vida jovem. As agruras da vida e também as alegrias. Investi tudo em conhecimento, em estudos (que ainda continuo adquirindo).
Além disso deixaria o bem mais precioso que adquiri e o qual considero de muito valor: a L I B E R D A D E.
Liberdade de escolhas, liberdade em ir e vir – quando e onde quiser – sem empecilhos. Liberdade para viajar, sair, me divertir... para fazer o que vier a cabeça. Liberdade para aprender o que convier, para escolher, para errar e tentar corrigir o erro (mesmo que não seja possível). Liberdade para escolher um caminho e, no meio, desistir dele.... Liberdade para recomeçar, em qualquer altura da vida. Liberdade de não desistir do que se quer; e desistir sempre que for necessário. Liberdade para comprar, vender ou dar sem pedir opinião, sem dar satisfação. Gastar sem pedir permissão. Sumir sem ter que dar explicação. Liberdade para dizer NÃO, NÃO SEI, TALVEZ e TANTO FAZ.
Liberdade para fugir do marasmo, da rotina, da chatice, da solidão e de tudo mais que não se queira. Esportes radicais, noites em claro, dias sem fim, riscos desnecessários, medo nenhum, desafios encarados de frente, muita adrenalina, pouca disciplina; nada a perder.
Liberdade para mudar a agenda, mexer no projeto, refazer planos ou simplesmente não ter plano algum.
Sem essa de “riscos calculados”; nunca tive tempo para isso. Nunca pensei muito para fazer... apenas fiz o que meu instinto pedia, a segurança sempre veio do meu sexto sentido (um pouco falho, eu acho). Intensidade em tudo para viver em harmonia comigo mesma.
Liberdade de ser eu mesma. Contraditória, múltipla, complicada, densa, leve, solta, simples, tensa, correta, meiga, frágil, completa; porém única. Triste, feliz, madura, imatura, ingênua, sagaz, preparada, “fula da vida”, sofisticada, engraçada, culta, desinteressada.... Perfeita, dentro de cada limite... do meu limite.
Livre para me preocupar com o que realmente vale a pena; sem medir a vida alheia, sem tempo para fofoca ou “patifaria”.
Liberdade para viver por mim... para fazer o bem, para torcer para quem quiser e pelo que quiser.
Liberdade para ter uma pátria, religião ou crença, gosto, time, cor, amigos...
Peito aberto para a vida no intuito de viver sem medida.
A vida não para, quem para somos nós.
E quando eu parar, todo meu legado será esse; e vou deixar para quem quiser se apropriar... dá para muita gente.
Gostaria que fosse para um filho meu; alguém vindo a este mundo por um motivo muito especial: por amor, por paixão... sem ser obra do acaso ou algo planejado para que outra pessoa abandone a solidão. Alguém que viesse para somar, para fazer lembrar e reverenciar algo bom, saudável... para completar a felicidade. Enfim...
Não sei quanto tempo eu tenho... só Deus sabe.
Já pensei em pedir para ser cremada, virar pó e depois ter as cinzas jogadas em um pomar e voltar a viver nas plantas... dar frutos. Mas depois pensei bem... de alguma forma seria “canibalismo” indireto... outros me comeriam... Mulheres me comeriam!! Credoooo!!!!! Desisti dessa idéia, quando cheguei a essa conclusão.
Aí pensei em ser enterrada em um cemitério jardim... sem aquele monte de túmulos de cimento assustadores.... apenas um cemitério plano, com placas fixadas ao chão. Gostaria de ser enterrada em pé. Uma forma diferente de dar fim ao meu corpo. Não gosto de nada igual, nem na hora da minha morte. Quero que as pessoas tenham paz quando (e se) visitarem meu túmulo. Quero que se lembrem de mim e sorriam... como eu sempre digo: “chorar causa rugas”, e não quero ninguém morrendo numa mesa cirúrgica por conta dos pés de galinha adquiridos por minha causa! (como se isso fosse possível) – risos -.
Sorrir é melhor que chorar... sempre!
Desejo ser lembrada sempre, com muito carinho, afeição... por aquilo que eu sou, por quem eu sou... a pessoa que me tornei. Com todos os defeitos e qualidades. Por ser um ser humano que fez alguma diferença na vida de outras pessoas. Alguém que deixou coisas boas, sentimentos bons, boas imagens. Uma pessoa de coragem!
Desejo flores, desde que sejam rosas, tulipas, gérberas ou orquídeas (as orquídeas são as mais lindas pela sua complexidade de pétalas).
Gostaria que, durante meu velório, houvesse ao fundo – bem baixinho – as minhas canções preferidas... não para mim, mas para aqueles que me conhecem... para ouvirem, pela ultima vez, a pedido meu. Velório não tem que ser silencioso, já basta ser triste. Concorda?
Sempre que beberem um Red Label ou um Black Label (de preferência), brindem a mim... Smirnoff então: bebam por mim!
Ser lembrado é permanecer vivo! E eu quero continuar existindo dentro daqueles que me conheceram....Quero ser eterna na cabeça, na alma e no coração de cada um.
Fé na vida, paz na eternidade....
Então pensei: o que deixaria como legado? Filhos? Não os tenho... Mas se os tivesse deixaria o meu exemplo de vida.
Minhas conquistas não se resumem a bens... Desses não tenho nenhum. Não guardei, vivi cada centavo que pude, em benefício próprio ou alheio (que por conseqüência me satisfez de alguma forma) Da vida não se leva nada disso e dependendo do que se deixa aos outros, não dura muito. Isto é fato.
O que deixaria então?
Deixaria o conhecimento acumulado, a vivência... toda a experiência acumulada de uma vida jovem. As agruras da vida e também as alegrias. Investi tudo em conhecimento, em estudos (que ainda continuo adquirindo).
Além disso deixaria o bem mais precioso que adquiri e o qual considero de muito valor: a L I B E R D A D E.
Liberdade de escolhas, liberdade em ir e vir – quando e onde quiser – sem empecilhos. Liberdade para viajar, sair, me divertir... para fazer o que vier a cabeça. Liberdade para aprender o que convier, para escolher, para errar e tentar corrigir o erro (mesmo que não seja possível). Liberdade para escolher um caminho e, no meio, desistir dele.... Liberdade para recomeçar, em qualquer altura da vida. Liberdade de não desistir do que se quer; e desistir sempre que for necessário. Liberdade para comprar, vender ou dar sem pedir opinião, sem dar satisfação. Gastar sem pedir permissão. Sumir sem ter que dar explicação. Liberdade para dizer NÃO, NÃO SEI, TALVEZ e TANTO FAZ.
Liberdade para fugir do marasmo, da rotina, da chatice, da solidão e de tudo mais que não se queira. Esportes radicais, noites em claro, dias sem fim, riscos desnecessários, medo nenhum, desafios encarados de frente, muita adrenalina, pouca disciplina; nada a perder.
Liberdade para mudar a agenda, mexer no projeto, refazer planos ou simplesmente não ter plano algum.
Sem essa de “riscos calculados”; nunca tive tempo para isso. Nunca pensei muito para fazer... apenas fiz o que meu instinto pedia, a segurança sempre veio do meu sexto sentido (um pouco falho, eu acho). Intensidade em tudo para viver em harmonia comigo mesma.
Liberdade de ser eu mesma. Contraditória, múltipla, complicada, densa, leve, solta, simples, tensa, correta, meiga, frágil, completa; porém única. Triste, feliz, madura, imatura, ingênua, sagaz, preparada, “fula da vida”, sofisticada, engraçada, culta, desinteressada.... Perfeita, dentro de cada limite... do meu limite.
Livre para me preocupar com o que realmente vale a pena; sem medir a vida alheia, sem tempo para fofoca ou “patifaria”.
Liberdade para viver por mim... para fazer o bem, para torcer para quem quiser e pelo que quiser.
Liberdade para ter uma pátria, religião ou crença, gosto, time, cor, amigos...
Peito aberto para a vida no intuito de viver sem medida.
A vida não para, quem para somos nós.
E quando eu parar, todo meu legado será esse; e vou deixar para quem quiser se apropriar... dá para muita gente.
Gostaria que fosse para um filho meu; alguém vindo a este mundo por um motivo muito especial: por amor, por paixão... sem ser obra do acaso ou algo planejado para que outra pessoa abandone a solidão. Alguém que viesse para somar, para fazer lembrar e reverenciar algo bom, saudável... para completar a felicidade. Enfim...
Não sei quanto tempo eu tenho... só Deus sabe.
Já pensei em pedir para ser cremada, virar pó e depois ter as cinzas jogadas em um pomar e voltar a viver nas plantas... dar frutos. Mas depois pensei bem... de alguma forma seria “canibalismo” indireto... outros me comeriam... Mulheres me comeriam!! Credoooo!!!!! Desisti dessa idéia, quando cheguei a essa conclusão.
Aí pensei em ser enterrada em um cemitério jardim... sem aquele monte de túmulos de cimento assustadores.... apenas um cemitério plano, com placas fixadas ao chão. Gostaria de ser enterrada em pé. Uma forma diferente de dar fim ao meu corpo. Não gosto de nada igual, nem na hora da minha morte. Quero que as pessoas tenham paz quando (e se) visitarem meu túmulo. Quero que se lembrem de mim e sorriam... como eu sempre digo: “chorar causa rugas”, e não quero ninguém morrendo numa mesa cirúrgica por conta dos pés de galinha adquiridos por minha causa! (como se isso fosse possível) – risos -.
Sorrir é melhor que chorar... sempre!
Desejo ser lembrada sempre, com muito carinho, afeição... por aquilo que eu sou, por quem eu sou... a pessoa que me tornei. Com todos os defeitos e qualidades. Por ser um ser humano que fez alguma diferença na vida de outras pessoas. Alguém que deixou coisas boas, sentimentos bons, boas imagens. Uma pessoa de coragem!
Desejo flores, desde que sejam rosas, tulipas, gérberas ou orquídeas (as orquídeas são as mais lindas pela sua complexidade de pétalas).
Gostaria que, durante meu velório, houvesse ao fundo – bem baixinho – as minhas canções preferidas... não para mim, mas para aqueles que me conhecem... para ouvirem, pela ultima vez, a pedido meu. Velório não tem que ser silencioso, já basta ser triste. Concorda?
Sempre que beberem um Red Label ou um Black Label (de preferência), brindem a mim... Smirnoff então: bebam por mim!
Ser lembrado é permanecer vivo! E eu quero continuar existindo dentro daqueles que me conheceram....Quero ser eterna na cabeça, na alma e no coração de cada um.
Fé na vida, paz na eternidade....
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quinta-feira, 30 de agosto de 2007
O Grito
Minha alma grita, grita o mais alto que pode, mas eu a sufoco com o meu silêncio e complacência. Deixo apenas transparecer o meu leve sorriso que trago nos lábios...
Tenho o grito preso na garganta , meu corpo estremece inteiro ao sufocar essa necessidade... sinto-me sufoca junto com ele, mas nada posso fazer para saciar essa ãncia de sobrevivência e libertação... esse pedido de socorro! E porque não posso? Porque seria interpretado como loucura ou ataque de nervos... ouviria inúmeros conselhos e lições de moral e bons costumes.... depois me entupiriam de remédios calmantes ao ponto de me parecer com um zumbi, ou um gambá bêbado (já pareço louca... então), resumindo, comparando com situações mais reais, igual a um ébrio sem cura.
Nesse mundo não é permitido gritar a plenos pulmões, principalmente em público, a não ser pelos motivos “determinados” pela sociedade, tais como: jogos de futebol (onde se pode até ofender quem nem se conhece), torcidas organizadas de qualquer coisa (principalmente se for para incitar as torcidas rivais), por medo (mais aí existem restrições), entre outras situações. Mas gritar num ato desesperado de sobrevivência pessoal, sentimental e psicológica... ahhhh! Aí não! Aí é loucura mesmo (segundo os ritos sociais).
É por isso que me calo, é por esse motivo que deixo o grito sufocado em mim, preso na minha alma e no meu corpo... apertando meu coração, quase deixando-o sem espaço dentro do meu peito. Fazendo doer....
Tudo isso porquê? Porque quero respirar, quero me libertar dessa paixão que me consome, ou pelo menos ser imune a ela... quando tudo acabar, se acabar... Vivo com a esperança de que nunca acabe e com a dor de não saber o amanhã... Vivo o medo de errar e a amargura de ser só amanhã ou depois. Vivo a expectativa de ter e perder sem realmente ter tido. Vivo de promessas... vivo de sonhos, de reciprocidade, de desejos, de sonhos compartilhados, de amor correspondido. Vivo pelo brilho do olhar, pelo sorriso, vivo das palavras, dos gestos de carinho que me nutrem todos os dias e tornam a minha dor ínfima, pequena e totalmente válida. E isso que me mantém “sóbria”, que me deixa sã.
É um vicio... quando não tenho minha dose diária, a dor se torna imensa, maior do que eu... me tira do sério, me deixa com os nervos a flor da pele, a ponto de libertar o grito e deixar a dor transparecer em incontáveis lágrimas e atitudes impensadas... tenho raiva do mundo, de tudo... não quero nada, não tenho vontade de nada, tudo perde o sentido... nada mais me importa.... sinto uma imensa vontade de pular pro nada, só para ter uma nova sensação, para sentir a adrenalina correr em minhas veias e para poder soltar o grito com toda a força do meu corpo, me fazendo valer dos “motivos sociais”.
Tenho o grito preso na garganta , meu corpo estremece inteiro ao sufocar essa necessidade... sinto-me sufoca junto com ele, mas nada posso fazer para saciar essa ãncia de sobrevivência e libertação... esse pedido de socorro! E porque não posso? Porque seria interpretado como loucura ou ataque de nervos... ouviria inúmeros conselhos e lições de moral e bons costumes.... depois me entupiriam de remédios calmantes ao ponto de me parecer com um zumbi, ou um gambá bêbado (já pareço louca... então), resumindo, comparando com situações mais reais, igual a um ébrio sem cura.
Nesse mundo não é permitido gritar a plenos pulmões, principalmente em público, a não ser pelos motivos “determinados” pela sociedade, tais como: jogos de futebol (onde se pode até ofender quem nem se conhece), torcidas organizadas de qualquer coisa (principalmente se for para incitar as torcidas rivais), por medo (mais aí existem restrições), entre outras situações. Mas gritar num ato desesperado de sobrevivência pessoal, sentimental e psicológica... ahhhh! Aí não! Aí é loucura mesmo (segundo os ritos sociais).
É por isso que me calo, é por esse motivo que deixo o grito sufocado em mim, preso na minha alma e no meu corpo... apertando meu coração, quase deixando-o sem espaço dentro do meu peito. Fazendo doer....
Tudo isso porquê? Porque quero respirar, quero me libertar dessa paixão que me consome, ou pelo menos ser imune a ela... quando tudo acabar, se acabar... Vivo com a esperança de que nunca acabe e com a dor de não saber o amanhã... Vivo o medo de errar e a amargura de ser só amanhã ou depois. Vivo a expectativa de ter e perder sem realmente ter tido. Vivo de promessas... vivo de sonhos, de reciprocidade, de desejos, de sonhos compartilhados, de amor correspondido. Vivo pelo brilho do olhar, pelo sorriso, vivo das palavras, dos gestos de carinho que me nutrem todos os dias e tornam a minha dor ínfima, pequena e totalmente válida. E isso que me mantém “sóbria”, que me deixa sã.
É um vicio... quando não tenho minha dose diária, a dor se torna imensa, maior do que eu... me tira do sério, me deixa com os nervos a flor da pele, a ponto de libertar o grito e deixar a dor transparecer em incontáveis lágrimas e atitudes impensadas... tenho raiva do mundo, de tudo... não quero nada, não tenho vontade de nada, tudo perde o sentido... nada mais me importa.... sinto uma imensa vontade de pular pro nada, só para ter uma nova sensação, para sentir a adrenalina correr em minhas veias e para poder soltar o grito com toda a força do meu corpo, me fazendo valer dos “motivos sociais”.
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