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domingo, 21 de novembro de 2010

"Integralidade" versus Integridade

Eu não sei o quanto eu quero integrar as minhas coisas, unificar meus "espaços" virtuais, migrar minhas idéias, conectar com todo mundo meus álbuns, arquivos, textos... minha vida.
Vida virtual que de real tem muito.
Hoje a moda é conectar e linkar tudo e todos.
Já aconteceu de ficar linkada a um álbum de fotos que era particular. Só porque a microsoft se acha dona de meio mundo!
Muitos estão aderindo a esta "integralidade" toda; achando o máximo conectar albuns, textos, videos, canais de relacionamento, emails e tudo mais...
Mas eu estava pensando no quanto isto expõe a intimidade e fere a integridade da pessoa; e muitas vezes sem que ela perceba.
A internet por natureza é um canal aberto, e como tal já expõe as pessoas que o utilizam, seja como for: a trabalho, estudo ou por lazer. Por isto a exposição por si só, já é um risco; quanto mais colocar lá coisas pessoais como fotos, videos, textos, lugares aonde se vai, aonde se vive,o que se conhece e do que se gosta.
Hoje em dia não há mais nenhum trabalho árduo para um hacker/criminoso encontrar dados relevantes sobre alguém com tanta migração e conexão juntas.
Eu me reservo o direito de não "linkar" nada, de não conectar nada.. de ter quantos 'nicknames' eu quiser, de ser mais de uma pessoas... De ser todas as pessoas que eu quiser, de ter quantos blogs desejar, de escrever a respeito do que desejar, no momento em que eu desejar...
Me reservo o direito de não compartilhar amigos a outros; assim como me reservo o direito de não te-los em todas as comunidades, blogs e chats que eu conheço. Porque ninguém é igual a ninguém, nem todo mundo gosta das mesmas coisas que você e este DIREITO deve ser respeitado, tanto quanto o DEVER de não insistir no questionamento do "porquê não eu".
Não quero e pronto. Não quero fazer parte de grupos sociais, de livro de faces, de comunidade fútil, de sites de relacionamento.
O que é hoje o Twitter? Um grande site de fofoca instantânea e de muita propaganda: divulgação em massa! Todo mundo está lá p/ criticar, falar mal, divulgar um produto ou serviço e para se tornar popular (conhecido) de alguma forma.
O Orkut é a mesma coisa, bem diferente do inicio em que só se cadastrava quem era convidado por um amigo: comunidade fechada. Hoje rodeada por MKT e intriga. Virou desculpa até p/ profissional de RH passar a tarde na net e vasculhar a vida alheia. O que uma pessoa faz na intimidade, fora do trabalho é problema exclusivamente dela, no meu modo "retrógrada" de ver a vida.
Me desculpem os aficcionados, mas eu quero a minha liberdade virtual de volta!!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Demasia

Chega o dia em que percebemos que tudo está em demasia.
Chuva em demasia, calor em demasia, conta em demasia, compromissos em demasia, atrasos em demasia...solidão em demasia.

Desse modo a vida passa a ser em demasia. Acredito que não exista mais o que eu não tenha visto, o que eu não tenha presenciado nessa vida. Acredito que já sofri em demasia,já chorei em demasia...amor platônico em demasia, sonho em demasia, desejo.
Choro , angustia, tristeza, preocupação, solidão. Sofrer calado na multidão.
Não falo sem razão.
Planos traçados, rasgados, desfeitos, frustrados... mais de um...projetos mil.
Nadar e morrer na praia... mais que um clichê, uma realidade.
Sonhos grandes, gigantes que parecem ter se tornado maiores que eu, em um momento em que o EU "minguou",diminui tamanho o cansaço, tamanha luta, tamanho as barreiras, as pedras no caminho.
Vencer só se for por mérito, jamais na trapaça, na ameação... no apelo...
Muita luta e zelo; muito amor sem ter a quem dar, cuidar, plantar e colher carinho,atenção, amor, compreensão.
sensação de guerra em vão. não vale a pena... luta sem bandeira.
Lutas em vão...tormentas em demasia.
Vida vazia...em demasia.

domingo, 25 de outubro de 2009

Alfabeto

Estava pensando a relação do alfabeto na vida... e aí a mente viajou para longe, me trazendo para perto... então comecei a racionalizar colocando por ordem de chegada. rsrsrs
Logo a princípio veio a letra M, depois outro M (meio chato). Me interessei por um F, depois um A apareceu, outro M, um J. Um S surgiu como mágica; e eu quase nem pude acreditar. Depois N, o C me perseguiu. Aí veio outro C, outro A, mais um C (maravilhoso!). Aí vieram outras letras, que nem me lembro mais, totalmente sem importância. Até aparecer um W, outro A, e mais outro A, mais outro A, um J, , R, outro A, R, um I, e outro A. (não necessariamente nesta ordem).
Notei que repeti algumas letras.. umas mais que as outras. Um capricho da vida...
Cheguei a conclusão que já fui de A a W, porém ainda faltam algumas letras para colecionar histórias, lembranças e fatos.
Pode ser que eu não complete o alfabeto, mas os "astros" prometem! kkkkkk
A vida é mesmo cheia de surpresas, não? Basta olharmos com mais atenção para nortarmos os detalhes, reservados a nós.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Meio vazio

Cansaço.. é o que sinto
o tempo todo, todo o tempo..
é tudo vazio...

Por isso a cada dia me cerco de coisas inúteis
Fatos fúteis

Palavras, palavras
Tudo fútil, nada útil
Dizer ao vento é não dizer nada
ninguém para ouvir, sentir, pensar
Penso que nada me resta,
nada presta

Então me pego a desenhar,
ilustrar as páginas em branco com cores gritantes,
imaginando as palavras que quero gritar...

Gritar ao mundo, gritar a ele, acordar a mim.
Com um compasso faço um traço e preencho com números
números grandes, pequenos, no fim são contas
contando os dias, semanas, as horas e meses sem você ao meu lado

Lado... de que lado?
De que lado estou?
onde você está?
de que lado devo ficar?
Do lado de quem?
Devo ir pro lado de lá, e partir?

Partir para sempre, sair desse tudo sem nada
Dessa vida de nada que tenho trazido

Megulhar profundo para ver tudo com olhos distantes
Outra forma de olhar para não ver o mesmo...vazio

Ter tudo, ser tudo também é nada se não se está realizada
Tudo e nada é o mesmo que cheio e vazio
Pode-se estar cheio da vida e sentir um imenso vazio de história de vida
Vida, história, cheio, vazio, tudo, nada palavras separadas com sentido, juntas, emboladas, o que importa?
Só levam ao fim, com uma certeza exata

Agrura da alma, profundo abismo..

Estou cheia de um tremendo vazio.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Honrável público!

O título de chamada remete as apresentações circenses... principalmente quando o palhaço vai entrar na arena e se torna a principal atração do circo.
Independente de circo e picadeiro sempre fui a palhaça e nunca me importei. Sempre gostei de divertir as pessoas, trazer um pouco de leveza a vida de cada um... seja quem for.
Fazia tempos que não me sentia mais no centro da arena, sendo o centro das atenções de alguém.
É muito bom quando isso ocorre expontaneamente...de modo natural, simplesmente pelo fato de ser quem você é; e agradar os outros por isso.
Ao mesmo tempo que é bom, também é oneroso porque impõe uma responsabilidade muito grande em tudo o que você diz, o que você pensa e o que você faz... De uma certa forma você se torna exemplo, mesmo que em uma questão ou outra...
Você influencia pessoas....
Procuro não pensar muito nisso... quero mais é me divertir... rir!
Mas hoje fiquei um pouco chateada porque percebi que sou exigida até nas mínimas coisas... Um colega de curso se irritou comigo porque cheguei na aula e não o cumprimentei.
Na hora eu achei que ele estava brincando, mas bastou olhar alguns segundos nos olhos dele que percebi que ele estava mesmo muito irritado (por nada - na minha opinião!).
Pedi desculpas pela falha e me calei... me chateei mesmo... E isso me fez pensar o quanto somos notados...
Pensei na importância dos detalhes para as outras pessoas... a importância dos nossos atos, mesmo que pequeninos... insignificantes para nós. E de repente naquele momento eu não queria ser quem sou. Não queria ser notada, ser o centro das atenções... Naquele minuto queria fazer parte da outra banda.. da banda "dosoutros"!!
POr outro lado tenho a honra de poder me expressar da forma que quero e quando quero e ainda assim ser ouvida.
É o preço a ser pago por ser quem sou.
Esse meu colega se apegou a mim de uma forma que eu não esperava... ele se importou demais com pouca coisa... E repetiu o resto do dia a mesma coisa... disse para mim que a minha mãe me deu educação e eu não soube ou não quis usar.
Tentei argumentar, brincar mas ele não se contentou... melhorou o humor, mas não perdoou a minha falha. (que eu nem sei se foi uma falha mesmo... enfim!)
Eu acho mesmo que ele ficou com ciúmes por eu falar com meu outro colega, que estava mais perto de mim naquele momento, e não com ele que estava mais no fundo da sala. Mas ele não tem motivos para isso porque trato a todos de maneira igual.. brinco com todo mundo... Sou expontânea.
Cobranças sem sentido me enojam e me magoam muito... Porém não vou deixar de ser quem sou, nem vou me limitar a ser quem não sou... minha alegria espontânea continuará, assim como as brincadeiras, as piadas eloqüentes, as gargalhadas profundas, a insanidade controlada.. e tudo em mim que levei anos para construir, moldar, lapidar e transformar.
Se por ser quem sou, fico no picadeiro, sou observada e cobrada... P A C I Ê N C I A! E muita fé nos próprios princípios, na ideologia e na filosofia pessoal de vida.
Sorte!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

TESTAMENTO

Alguns fatos da vida nos levam a pensar na morte. Levam-nos a refletir sobre a sorte...o passado, o presente e o futuro.
Então pensei: o que deixaria como legado? Filhos? Não os tenho... Mas se os tivesse deixaria o meu exemplo de vida.
Minhas conquistas não se resumem a bens... Desses não tenho nenhum. Não guardei, vivi cada centavo que pude, em benefício próprio ou alheio (que por conseqüência me satisfez de alguma forma) Da vida não se leva nada disso e dependendo do que se deixa aos outros, não dura muito. Isto é fato.
O que deixaria então?
Deixaria o conhecimento acumulado, a vivência... toda a experiência acumulada de uma vida jovem. As agruras da vida e também as alegrias. Investi tudo em conhecimento, em estudos (que ainda continuo adquirindo).
Além disso deixaria o bem mais precioso que adquiri e o qual considero de muito valor: a L I B E R D A D E.
Liberdade de escolhas, liberdade em ir e vir – quando e onde quiser – sem empecilhos. Liberdade para viajar, sair, me divertir... para fazer o que vier a cabeça. Liberdade para aprender o que convier, para escolher, para errar e tentar corrigir o erro (mesmo que não seja possível). Liberdade para escolher um caminho e, no meio, desistir dele.... Liberdade para recomeçar, em qualquer altura da vida. Liberdade de não desistir do que se quer; e desistir sempre que for necessário. Liberdade para comprar, vender ou dar sem pedir opinião, sem dar satisfação. Gastar sem pedir permissão. Sumir sem ter que dar explicação. Liberdade para dizer NÃO, NÃO SEI, TALVEZ e TANTO FAZ.
Liberdade para fugir do marasmo, da rotina, da chatice, da solidão e de tudo mais que não se queira. Esportes radicais, noites em claro, dias sem fim, riscos desnecessários, medo nenhum, desafios encarados de frente, muita adrenalina, pouca disciplina; nada a perder.
Liberdade para mudar a agenda, mexer no projeto, refazer planos ou simplesmente não ter plano algum.
Sem essa de “riscos calculados”; nunca tive tempo para isso. Nunca pensei muito para fazer... apenas fiz o que meu instinto pedia, a segurança sempre veio do meu sexto sentido (um pouco falho, eu acho). Intensidade em tudo para viver em harmonia comigo mesma.
Liberdade de ser eu mesma. Contraditória, múltipla, complicada, densa, leve, solta, simples, tensa, correta, meiga, frágil, completa; porém única. Triste, feliz, madura, imatura, ingênua, sagaz, preparada, “fula da vida”, sofisticada, engraçada, culta, desinteressada.... Perfeita, dentro de cada limite... do meu limite.
Livre para me preocupar com o que realmente vale a pena; sem medir a vida alheia, sem tempo para fofoca ou “patifaria”.
Liberdade para viver por mim... para fazer o bem, para torcer para quem quiser e pelo que quiser.
Liberdade para ter uma pátria, religião ou crença, gosto, time, cor, amigos...

Peito aberto para a vida no intuito de viver sem medida.
A vida não para, quem para somos nós.
E quando eu parar, todo meu legado será esse; e vou deixar para quem quiser se apropriar... dá para muita gente.
Gostaria que fosse para um filho meu; alguém vindo a este mundo por um motivo muito especial: por amor, por paixão... sem ser obra do acaso ou algo planejado para que outra pessoa abandone a solidão. Alguém que viesse para somar, para fazer lembrar e reverenciar algo bom, saudável... para completar a felicidade. Enfim...

Não sei quanto tempo eu tenho... só Deus sabe.

Já pensei em pedir para ser cremada, virar pó e depois ter as cinzas jogadas em um pomar e voltar a viver nas plantas... dar frutos. Mas depois pensei bem... de alguma forma seria “canibalismo” indireto... outros me comeriam... Mulheres me comeriam!! Credoooo!!!!! Desisti dessa idéia, quando cheguei a essa conclusão.
Aí pensei em ser enterrada em um cemitério jardim... sem aquele monte de túmulos de cimento assustadores.... apenas um cemitério plano, com placas fixadas ao chão. Gostaria de ser enterrada em pé. Uma forma diferente de dar fim ao meu corpo. Não gosto de nada igual, nem na hora da minha morte. Quero que as pessoas tenham paz quando (e se) visitarem meu túmulo. Quero que se lembrem de mim e sorriam... como eu sempre digo: “chorar causa rugas”, e não quero ninguém morrendo numa mesa cirúrgica por conta dos pés de galinha adquiridos por minha causa! (como se isso fosse possível) – risos -.
Sorrir é melhor que chorar... sempre!
Desejo ser lembrada sempre, com muito carinho, afeição... por aquilo que eu sou, por quem eu sou... a pessoa que me tornei. Com todos os defeitos e qualidades. Por ser um ser humano que fez alguma diferença na vida de outras pessoas. Alguém que deixou coisas boas, sentimentos bons, boas imagens. Uma pessoa de coragem!
Desejo flores, desde que sejam rosas, tulipas, gérberas ou orquídeas (as orquídeas são as mais lindas pela sua complexidade de pétalas).
Gostaria que, durante meu velório, houvesse ao fundo – bem baixinho – as minhas canções preferidas... não para mim, mas para aqueles que me conhecem... para ouvirem, pela ultima vez, a pedido meu. Velório não tem que ser silencioso, já basta ser triste. Concorda?
Sempre que beberem um Red Label ou um Black Label (de preferência), brindem a mim... Smirnoff então: bebam por mim!
Ser lembrado é permanecer vivo! E eu quero continuar existindo dentro daqueles que me conheceram....Quero ser eterna na cabeça, na alma e no coração de cada um.

Fé na vida, paz na eternidade....

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

O último dia de nossas vidas

Todos vivemos o hoje, como se o amanhã fosse certo... Como se todos fossemos imbatíveis, donos de nossa própria vida e senhores da hora de nossa morte.
Fazemos planos, projetos... Temos sonhos...
"Ano que vem vou comprar um carro novo"... "Semana que vem vou fazer escalada e acampar"... "Vou viajar para a Europa nas minhas férias"... "Vou me casar daqui a três anos"... "Terei um filho daqui uns 5 anos"... E assim passamos os nossos dias, as nossas horas e nem imaginamos que somos tão frágeis quanto uma planta qualquer, que pisoteamos no dia-a-dia.
Um belo dia, pela manhã, nos levantamos da cama e não nos sentimos bem. Pensamos ser só um mal estar e logo nos focamos em nossos afazeres diários, até que dias depois sucumbimos a um mal estar inexplicável que nos leva a um Pronto Socorro e lá ficamos sabendo que não é um mal estar passageiro; e que por negligência nossa, um problema de saúde se tornou uma doença grave, quase incurável... E lá estamos nós, os imbatíveis e poderosos, donos de si, nos deparando com a "Dona Morte".
Todos nós sabemos que vamos morrer um dia. Por mais que queiramos, a vida eterna no planeta Terra ainda não é possível. Talvez um dia consigam essa proeza, mas os estudos científicos ainda estão longe disso.
Já conseguiram prolongar e melhorar a qualidade de vida dos seres humanos, mas não descobriram uma formula para se manter vivo e jovem eternamente.
Hoje pensamos mais em trabalhar e adquirir bens e qualidade de vida, do que passar mais tempo com a família e aproveitar os momentos bons que ela tem a oferecer.
Todos nós, sem excessão, estamos mais preocupados em agregar valores a nossa vida do que com o bem estar e o convívio do próximo...
Achamos sempre que dá para deixar isso para depois: "mais a altura", como diz o Português.
NÃO, NÃO DÁ! O hoje nunca retorna, o amanhã pode não existir. E a oportunidade e os momentos de dizer o que se pensa, de externar as emoções pode passar e jamais regressar.
Pode até se dizer as frases: "eu te amo" "adoro vc" "vc é tudo para mim" "penso sempre em ti" "sinto sua falta a cada minuto", mas essas palavras ditas sem o sentimento verdadeiro, sem estar sentindo de verdade, soa falso e é enganoso.
As vezes a vida é mais curta do que pensamos....
Em uma tarde qualquer, você está atravessando a rua e pronto, é atropelado por um veículo a 140km/h, vc já morreu.
Em uma noite aconchegante, vc pensa na vida, faz planos e vai dormir... nunca mais acorda. Planos para que mesmo?
Em um feriado você reunido com a família na beira de uma praia, come um aperitivo contaminado, passa mal e, sem saber que estava sem imunidade, morre no Pronto Socorro por intoxicação alimentar...
Você faz um tratamento prolongado, se prepara para um cirurgia; é operado, passa bem e dois meses depois descobre que foi infectado no hospital por uma bactéria que te causou um câncer no pulmão.
Em algumas situações da vida, em um relacionamento, as pessoas nos aconselham a não dizer nada, em outros momentos a dizer tudo.. não deixar passar o momento certo.
Mas quando é o momento certo para brigar com alguém que amamos? Quando é o momento certo para pedir algo? Qual é o momento certo para pedir apoio e carinho? Um pouquinho de colo?
Quando é o momento certo para gritar ao outro de tanta dor? Qual o momento em que devemos dizer: "tenha respeito pelos meus sentimentos" e "me trate com humanidade"???
É possível ser sincero o tempo todo, dizer o que se pensa e ainda assim o relacionamento sobreviver? A pessoa continuar te amando como antes, da mesma maneira?
Dizem que viver é arriscar... mas seria justo arriscar os relacionamentos em nossas vidas? Nossos amigos, familiares, amores a fins?
A Frase: "é viver ou morrer" é a maior mentira... porque na verdade ninguém escolhe morrer, a não ser que seja louco ou esteja depressivo. Todos querem viver; e mais, NINGUÉM quer envelhecer!
A vida, portanto, não é feita de querer, muito menos de poder... a vida é um milagre, um mistério, um segredo, um acaso com data de validade para se extingüir.
A vida é... FRÁGIL.
A VIDA É NADA!

EU SOU...

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Padrões de exigência.

Quando eu tinha 11 anos, queria mais era ser moleca... batia nos meninos, competia com eles de igual para igual. Aos 15 anos ninguém me interessava a não ser o TOM CRUISE, aquele ator americano. Tinha ele em todos os lugares, no caderno, no teto, na cabeça e nos sonhos... ahh! E que sonhosss!! Cresci um pouco mais e ampliei meus horizontes com relação a homem, além do Tom, eu também fiquei a fim de alguém tipo Patrick Swayze. Me apaixonei por ele depois que vi “Dirty Dancing”, eu era a patinho feio do filme.
Aos 18 anos, meu padrão ainda era permeado por esses “meninos” de olhos claros... e se não fosse assim, não seria de jeito nenhum... Só de pensar em alguém diferente tinha ânsia. Andei dispensando alguns garotos que pensaram ter a capacidade de quebrar meu vínculo de fidelidade aos meus amores. Devido a distância e a vida corrida de Tom e Swayze, passei a beijar garotos que eram muito parecidos com eles... sabe como é, a carne é fraca... mas o coração é fiel. No cursinho me deixei levar pela paixão à um japonês, nissei na verdade... mas foi só até o momento de ver ele de bermuda... aqueles cabos de vassoura em forma de perna acabaram com todo o meu amor. Voltei as raízes, e me desculpei com Tom e Swayze.
Aos 20, e já na faculdade a algum tempo, abri algumas excessões devido ao álcool, mas me arrependia logo em recobrava a sobriedade. Meu namorado de faculdade, tinha olhos claros, era loiro, então continuei seguindo o padrão de minha “aborrecência”. Bom, teve uma parte ruim com relação a esse cara, mas nem convém citar aqui... foi puro azar. Só digo uma coisa: mulheres, cuidado com homens muito bonitos que se acham lindos! Eles podem se perder... enfim. Para bom entendedor meia palavra basta, né?
Aos 23 comecei a pensar em experimentar algo novo, alguém mais moreno, bronzeado e sem olhos tão atrativos, porém arrebatadores no olhar... Me perdi de paixão por um carioca, e mantive um relacionamento virtual (para assegurar a minha tradição) por 6 anos, até que o encontrei pessoalmente e tudo acabou. E eu aos quase 30 anos estava sozinha... Já não quis mais saber do Tom, o Patrick estava velho demais e chato... Disse a mim mesma... “Vou partir para novos horizontes”, e parti mesmo... Meus horizontes se alargaram, comecei a beijar os baixinhos, os gordinhos, os altinhos.. mas os magrinhos e feios demais ainda não consigo encarar... Alguns dizem ser preconceito... outros chamam de seleção... eu SEI que é química! Não consigo encarar... me dá asco! O que posso fazer? Tentar? Eu tentei... Juro!
Hoje aos 30, nem posso reclamar de estar sozinha, a resposta de todos é uma só: VC ESCOLHE DEMAIS! Porra! As pessoas não sabem o que é escolha... tem uma grande diferença entre vc escolher, quando se tem há quem optar, oportunidade e gosto! As pessoas se esqueceram o que é atração física, paixão, amor, química, física e tudo mais? Só porque eu tenho 30 tenho que pegar qquer um, mesmo que não sinta atração? E pode alguém ter contato íntimo com quem não se gosta, nem se sente atraído? Melhor ficar só então.
Aí outros “seres sobrenaturais” viram e te dizem, aahhh o amor vem com o tempo. Com o tempo a gente passa a gostar... NÃO! Com o tempo se acostuma àquela pessoa e se desiste da vida, desiste-se de encontrar uma pessoa compatível, acomoda-se. É exatamente isso que acontece. E apenas isso. Não há amor nisso.
Aí me dizem... aahhh, com a tua idade... arruma um bom amigo e tenha um filho, pelo menos assim vc não fica só. Uau! Daqui a pouco não poderei ter mais filhos... acredita?
Em pleno século 21 e algumas coisas não mudam...
Aproveitando o ensejo...”Alguém quer me ajudar a ter um filho, aê?” (rindo p/ não chorar).

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

O Grito

Minha alma grita, grita o mais alto que pode, mas eu a sufoco com o meu silêncio e complacência. Deixo apenas transparecer o meu leve sorriso que trago nos lábios...
Tenho o grito preso na garganta , meu corpo estremece inteiro ao sufocar essa necessidade... sinto-me sufoca junto com ele, mas nada posso fazer para saciar essa ãncia de sobrevivência e libertação... esse pedido de socorro! E porque não posso? Porque seria interpretado como loucura ou ataque de nervos... ouviria inúmeros conselhos e lições de moral e bons costumes.... depois me entupiriam de remédios calmantes ao ponto de me parecer com um zumbi, ou um gambá bêbado (já pareço louca... então), resumindo, comparando com situações mais reais, igual a um ébrio sem cura.
Nesse mundo não é permitido gritar a plenos pulmões, principalmente em público, a não ser pelos motivos “determinados” pela sociedade, tais como: jogos de futebol (onde se pode até ofender quem nem se conhece), torcidas organizadas de qualquer coisa (principalmente se for para incitar as torcidas rivais), por medo (mais aí existem restrições), entre outras situações. Mas gritar num ato desesperado de sobrevivência pessoal, sentimental e psicológica... ahhhh! Aí não! Aí é loucura mesmo (segundo os ritos sociais).
É por isso que me calo, é por esse motivo que deixo o grito sufocado em mim, preso na minha alma e no meu corpo... apertando meu coração, quase deixando-o sem espaço dentro do meu peito. Fazendo doer....
Tudo isso porquê? Porque quero respirar, quero me libertar dessa paixão que me consome, ou pelo menos ser imune a ela... quando tudo acabar, se acabar... Vivo com a esperança de que nunca acabe e com a dor de não saber o amanhã... Vivo o medo de errar e a amargura de ser só amanhã ou depois. Vivo a expectativa de ter e perder sem realmente ter tido. Vivo de promessas... vivo de sonhos, de reciprocidade, de desejos, de sonhos compartilhados, de amor correspondido. Vivo pelo brilho do olhar, pelo sorriso, vivo das palavras, dos gestos de carinho que me nutrem todos os dias e tornam a minha dor ínfima, pequena e totalmente válida. E isso que me mantém “sóbria”, que me deixa sã.
É um vicio... quando não tenho minha dose diária, a dor se torna imensa, maior do que eu... me tira do sério, me deixa com os nervos a flor da pele, a ponto de libertar o grito e deixar a dor transparecer em incontáveis lágrimas e atitudes impensadas... tenho raiva do mundo, de tudo... não quero nada, não tenho vontade de nada, tudo perde o sentido... nada mais me importa.... sinto uma imensa vontade de pular pro nada, só para ter uma nova sensação, para sentir a adrenalina correr em minhas veias e para poder soltar o grito com toda a força do meu corpo, me fazendo valer dos “motivos sociais”.