segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Conclusões Óbvias
De que vale uma guerra se não se sabe ao certo como ela começou e porque?
Não existe amor unilateral; o que há é ilusão.
Enganar a si mesmo pode ser uma forma de sobrevivência; instinto de preservação.
Existem muitos graus de loucura, e em alguns casos só se descobre depois que se convive a muito tempo com ela.
Quando alguém diz que a vida deve ser vivida intensamente não está falando que devemos vivenciar emoções fortes todos os dias, tais como saltar de para-quedas ou se apaixonar por alguém que não te quer, né? Se for isto é melhor passar a vida vegetando do que tentar se matar todos os dias.
O que é saudável para você pode não ser para mim. Então não me receite medicamentos: SOU ALÉRGICA.
As mulheres não se tornaram mais "fáceis", só se tornaram um pouco mais homens!
Sim, realmente o sexo feminino depende cada vez menos do sexo masculino, e estão partindo para a auto-reprodução; em breve não existiram mais latas nem vidros de azeitonas e palmito.
LÁPIDE...
Vivenciou desafios que muitos jamais ousariam; superou todos.
Alcançou seus principais objetivos, porém não alcançou a vitória.
Perdeu a esperança muito antes de perder a guerra.
Morreu acreditando ter vivido pequenas fagulhas de seus sonhos, lindos sonhos...
Grande fé que outrora tivera...
Pequena menina, grande mulher.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Demasia
Chuva em demasia, calor em demasia, conta em demasia, compromissos em demasia, atrasos em demasia...solidão em demasia.
Desse modo a vida passa a ser em demasia. Acredito que não exista mais o que eu não tenha visto, o que eu não tenha presenciado nessa vida. Acredito que já sofri em demasia,já chorei em demasia...amor platônico em demasia, sonho em demasia, desejo.
Choro , angustia, tristeza, preocupação, solidão. Sofrer calado na multidão.
Não falo sem razão.
Planos traçados, rasgados, desfeitos, frustrados... mais de um...projetos mil.
Nadar e morrer na praia... mais que um clichê, uma realidade.
Sonhos grandes, gigantes que parecem ter se tornado maiores que eu, em um momento em que o EU "minguou",diminui tamanho o cansaço, tamanha luta, tamanho as barreiras, as pedras no caminho.
Vencer só se for por mérito, jamais na trapaça, na ameação... no apelo...
Muita luta e zelo; muito amor sem ter a quem dar, cuidar, plantar e colher carinho,atenção, amor, compreensão.
sensação de guerra em vão. não vale a pena... luta sem bandeira.
Lutas em vão...tormentas em demasia.
Vida vazia...em demasia.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Valores sobrepujados
Nesses tempos o que contava era a sobrevivência, a boa alimentação, um bom tecido com belo corte para se ter uma boa peça de roupa; a serem usadas em ocasiões especiais, como festas regionais, por exemplo.
A vida era simples, mas de qualidade.
A algum tempo as pessoas sairam das fazendas, do interior e instalaram nas cidades. Assim como a migração das pessoas, também houve a migração de valores, de cultura e laser.
Com o advento da tecnologia, a qualidade de vida melhorou, os bens de consumo aumentaram, e as necessidades surgiram do nada; tornando-se, hoje, indispensáveis.
Isto pode ser notado com um simples passeio ao shopping ou constatado numa parada de ônibus circular.
Hoje é possível se ter mais de 4 números de telefones pessoais (digo celulares e telefonia móvel); sem contar o telefone fixo.
Conforme a promoção da operadora, um numero novo. E eu estou nesta vertente também.
No intuíto de economizar com ligações telefônicas, comprei mais um chip (e ganhei outro!). Quando estava no balcão da operadora escolhendo os números chegou uma senhora, com três filhos (quase todos adolescentes). Ele foi comprar outros 3 chips, um para cada filho. Mas como um deles já tinha preferência por outra operadora ela teve que desembolsar R$50,00 reais pela compra dos chips. Mais tarde com certeza ela teria que colocar crédito em todos esses novos chips. A filha mais nova dela deveria ter por volta de uns 7 anos. Na minha opinião criança de 7 anos não deveria estar munida de aparelho celular, nem Ipod, ou qualquer MP (3,4,5,6,7,10, enfim... corre um risco muito grande de ser furtada, assaltada e também não possui maturidade suficiente para usar tais aparelhos com responsabilidade e bom senso. Mas esta é uma outra discussão, que não cabe neste momento.
O fato é que esta mulher, que deveria ter por volta dos 40 e poucos anos, estava gastando um dinheiro considerável com equipamentos, antes nem tão necessários assim. Isto seria apenas um problema dela, se ao me virar para aquela senhora percebesse que lhe faltava um dente bem na frente da boca.
Ou seja, a pessoa é capaz de gastar R$50,00 em dinheiro e depois mais, pelo menos, R$60,00 em créditos para celular, e não gastar um centavo com a própria saúde!!
A saúde bucal é fundamental para o ser humano, porq é a boca que alimenta o corpo. É o local onde bactérias proliferam, enfim. Além de ser o principal cartão de visitas de qualquer pessoa; é de onde saem as palavras e com elas aromas ou odores.
Como pode uma pessoa se importar mais em ter, do que ser!! A que ponto chegamos na inversão de valores??? Até onde a necessidade em ter, pode ser maior do que ser, sentir, estar bem?
Como a sociedade pode ter chegado ao ponto de preferir consumir, possuir, criar necessidades irreais, do que estar bem, ser saudável, pensar em si... Aonde vamos parar???
Que mundo é este? Que sociedade é esta?
Esta mulher não é um caso isolado, são milhões de pessoas que agem da mesma maneira!
Este caso é só mais um entre vários que já testemunhei.
Só uma palavra cabe em meio a tanta indignação e desrespeito a si próprio.
ABSURDO
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Mais e Mais
Assistir e baixar seriados até se exaurir... até que todos os episódios da sua série favorita sejam vistos e não exista mais nenhum.
Gastar uma grana boa em artigos de artesanato para passar noites em claro e dias sem fim fazendo coisas, pintando, colando, pregando, encaixando, lixando e fotografando cada etapa. Tudo para não pensar... Pensar em outras coisas e fazer outras coisas para não pensar... pensar em nada.... sonhar em nada...
Sem sonhos, sem histórias, sem contos, sem vida, sem ar...
Sem ar é como me sinto agora... sem chance, sem vez... sem possibilidade de ser feliz, de tentar...arriscar, sei lá.
Quero mais nada... estou cansada... luta sem fim... desequilíbrio total, ansia, enjôo, negação, insatisfação, frieza; tudo junto, misturado em mim. Isso é fruto da frustração, descontentamento, desapontamento.
Não quero mais p/ mim.... Por isso faço mais e mais aquilo que nem preciso parar p/ pensar, só fazer e fazer... trabalhar sem parar. Essa é a lei... de resto é esperar a morte, para minha sorte... um fim.
domingo, 25 de outubro de 2009
Alfabeto
Logo a princípio veio a letra M, depois outro M (meio chato). Me interessei por um F, depois um A apareceu, outro M, um J. Um S surgiu como mágica; e eu quase nem pude acreditar. Depois N, o C me perseguiu. Aí veio outro C, outro A, mais um C (maravilhoso!). Aí vieram outras letras, que nem me lembro mais, totalmente sem importância. Até aparecer um W, outro A, e mais outro A, mais outro A, um J, , R, outro A, R, um I, e outro A. (não necessariamente nesta ordem).
Notei que repeti algumas letras.. umas mais que as outras. Um capricho da vida...
Cheguei a conclusão que já fui de A a W, porém ainda faltam algumas letras para colecionar histórias, lembranças e fatos.
Pode ser que eu não complete o alfabeto, mas os "astros" prometem! kkkkkk
A vida é mesmo cheia de surpresas, não? Basta olharmos com mais atenção para nortarmos os detalhes, reservados a nós.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
No embalo da música
Hoje eu estava no carro, retornando para casa, quando eu ouvi uma música no rádio, nada nova, mas bem animada... Comecei a canta-la e aí um sorriso surgiu no meu rosto, meu coração se alegrou e com isso imagens, situações vieram a minha mente... comecei a rir sozinha... dentro daquele carro, nesta noite chuvosa.
Me lembrei das paqueras, dos nomes... pessoas as quais já havia esquecido vieram a tona... saudade, quanta saudade.
E as emoções? Nossaaa! Quantas! Boas, furtivas as vezes... E quanta oportunidade perdida... ahhh, isso nem se fala!
Ainda continuo a perder, mas nem tão boas são mais, enfim...
Aí veio a certeza de boas histórias... fatos, quantos!!!
Gostaria de conta-los todos, ou quase... mas seria indiscrição minha e desfaria o mistério.
Nomes já repeti, prestei continência, pilotei, alguns nomes nem sei, outros perdi, esqueci...
Fantasmas vivos cansei de ver, em todos os lugares... bocas de um só.
Devaneio árido, em meio pálido, surto vil.
Tudo com preço, bem pago... sofreguidão, angústia... misturados, prensados... empurrados goela a baixo.
Não importa, tudo agora faz parte de um grande enredo, história escrita aos poucos, tão vagarosamente e ao mesmo tempo repentinamente que os pequenos trechos se perdem e se sobrepõem os mais loucos, incisivos e significantes.
De qualquer forma são esses últimos que faz valer a pena viver...
As partes ruins, podres, infelizes, ineficazes são esquecidas, abandonadas, desintegradas no vento... pelo tempo.
O importante é evoluir sempre e melhorar o enredo; continuar escrevendo cada vez melhor e mais elaboradamente, para que restem muitas histórias ricas, engraçadas, cheias de aventura, emoção e grandes momentos. A fim de que a parte ruim seja cada vez menor e ocupe ainda menos espaço em todo o contexto.
E o melhor será lembrar de tudo no embalo de uma boa música em um dia de chuva qualquer
sábado, 17 de outubro de 2009
Deficiências
Acredito mesmo que isso seja uma questão de preparo.
Alguns são muito amados e pouco preparados para a vida; no modo de encarar as coisas ruins que a vida apresenta, as dificuldades, os momentos tensos, ruins, surpreendentes, enfim.
Outros não não aprendem a amar, nem ao menos conseguem pronunciar tal palavra (por mais que sintam), mas por outro lado sabem lidar com a decepção, com os momentos de stress, dificuldades, tensões, infortúnios, enfim.
De uma forma ou outra somos deficientes sentimentalmente, carentes, pobres de amor ou de malícia.
Não conheço ninguém que tenha os dois em demasia.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
TEMPO QUE FOGE
TEMPO QUE FOGE - Ricardo Gondim
Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquele menino que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.
Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos. Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não vou mais a workshops onde se ensina como converter milhões usando uma fórmula de poucos pontos. Não quero que me convidem para eventos de um fim-de-semana com a proposta de abalar o milênio.
Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos parlamentares e regimentos internos. Não gosto de assembléias ordinárias em que as organizações procuram se proteger e perpetuar através de infindáveis detalhes organizacionais.
Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de "confrontação", onde "tiramos fatos à limpo". Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário do coral.
Já não tenho tempo para debater vírgulas, detalhes gramaticais sutis, ou sobre as diferentes traduções da Bíblia. Não quero ficar explicando porque gosto da Nova Versão Internacional das Escrituras, só porque há um grupo que a considera herética. Minha resposta será curta e delicada:
- Gosto, e ponto final!
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos". Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos.
Já não tenho tempo para ficar dando explicação aos medianos se estou ou não perdendo a fé, porque admiro a poesia do Chico Buarque e do Vinicius de Moraes; a voz da Maria Bethânia; os livros de Machado de Assis, Thomas Mann, Ernest Hemingway e José Lins do Rego.
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita para a "última hora"; não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja andar humildemente com Deus. Caminhar perto dessas pessoas nunca será perda de tempo.
Leis muito esquisitas sobre sexo
Quando se trata do assunto, o governo precisa ser duro. Mas, em alguns lugares do mundo, legisladores exageram. Acompanhe a lista abaixo e perceba como a expressão "botar no pau" pode adquirir sentidos surpreendentes
No passado
Graduadas em prostituição
- No Tibete, uma lei milenar exigia que as mulheres se prostituíssem. Assim, imaginava-se que elas ganhassem experiência sexual antes do casamento. No início do século 20, depois da invasão chinesa, e de uma onda de violências sexuais, a lei, naturalmente, expirou.
Ruim para ambas as partes
- Já os hunos puniam estupradores com castração. Mulheres que tinham dois homens eram divididas em duas -- cada um ficava com uma parte, ainda que não fosse exatamente viva.
Boca no trombone
- A imperatriz chinesa Wu Hu, da dinastia Tang, inventou uma lei bem específica sobre sexo oral. Para ela, a mulher denotava sua inferioridade ao presentear o homem com felação – o popular boquete. Os caras é que tinham que usar a boca para beijar o clitóris. Por isso, Wu Hu insistia que, antes de qualquer reunião com homens, que eles manifestassem, oralmente, o seu apreço. A imperatriz abria o robe com que recebia os visitantes e eles tinham de ficar de joelhos e lamber suas partes íntimas. É irresistível especular que deve ter surgido daí a expressão "wu-huuuuu" -- porque a imperatriz era gostosa e a maioria das pessoas intimadas a beijar as intimidades dela achava aquilo um "negócio da china".
Castigo fecal
- Os teutões – povos germânicos que, no ano 100 A.C., viviam, entre outras regiões, onde hoje fica a Dinamarca – puniam as acusadas de prostituição afogando-as em excrementos. Detalhe sobre as mulheres da tribo dos teutões (teutonas, certo?): cometeram suicídio coletivo quando capturadas e dominadas pelo Império Romano.
Dá ou desce (bem fundo)
- Na Roma antiga, havia as virgens vestais. O voto de uma delas durava 30 anos. A que fizesse sexo antes disso poderia ser presa. A pena era ser enterrada viva.
Pés pelas mãos
- Na Espanha do século XVII, ninguém – a não ser o marido – poderia ver os pés de uma mulher. Peitos, tudo bem, mas, os pés eram considerados lascivos e deveriam ser cobertos na presença de qualquer outro homem que não o marido.
Tolerância zero
- Também no Império Romano, os estupradores que cometiam o crime pela primeira vez tinham seus testículos esmagados entre duas pedras. Era um método bem efetivo de impedir a reincidência.
Pelamordedeus
- Nos primórdios do cristianismo, a igreja proibia que se fizesse sexo às quartas, sextas e domingos. Por quê? Porque sim.
Só mudar o grito
- Uma prostituta francesa, no século XVIII, podia ser poupada de punições se tivesse intenção de se juntar à ópera.
É fogo, viu!
- Na antiga cidade de Pompéia, não se podia tingir o cabelo nas cores vermelho, azul ou amarelo. Essas cores indicavam que a cidadã poderia ser uma meretriz. Moças de família poderiam ficar queimadas na sociedade se tingissem o cabelo nessas cores. No fim, como se sabe, acabou todo mundo queimado, independente da cor do cabelo.
Sem meter o nariz onde não é chamado
- O Egito antigo é pioneiro nas leis punitivas para crimes sexuais. Seis mil anos atrás, um homem acusado de estupro era castrado. No caso de mulher adúltera, arrancava-se o nariz dela.
As que valem hoje
Decote legal
- "Seios femininos", de acordo com a Suprema Corte do Arizona, não podem ser legalmente classificados como "partes íntimas".
De perder a cabeça
- Na Indonésia, a pena para masturbação é decapitação. Ou seja: se você tem cabelos nas mãos, não precisa se preocupar com a cabeça. Nenhuma delas.
Na moto, não, please
- Em Londres é ilegal praticar sexo em uma motocicleta estacionada. Se você quiser transar com a moto andando, ok, problema seu.
Dançar sem roupa - denuncie
-No estado norte-americano de Illinois, a lei proíbe muito sobre sexo. Por exemplo, você não pode dançar nu e, também, não pode ficar de barraca armada em público. Faz sentido – ou não.
Usar bigode - denuncie também
- No estado de Indiana, nos Estados Unidos, é ilegal usar bigode se o portador tem "tendência a habitualmente beijar outros seres humanos".
Presuntos em paz
- É ilegal fazer sexo com um cadáver em qualquer parte dos Estados Unidos.
Trair e roçar não pode começar
- Em Hong Kong, uma mulher traída tem permissão para matar seu marido adúltero – desde que seja com as próprias mãos. A amante do marido, no entanto, pode ser morta da maneira que a chifruda achar conveniente.
A truta é treta
- No estado norte-americano de Minessota é terminantemente proibido a qualquer homem fazer sexo com um peixe vivo, dentro ou fora da água fria.
Como você pode notar, quando a assunto é sexo, tem lei esquisita a dar com pau. Aguarde a segunda parte porque o assunto é vasto e - como no sexo - quem dá a primeira, quer a segunda.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Meio vazio
o tempo todo, todo o tempo..
é tudo vazio...
Por isso a cada dia me cerco de coisas inúteis
Fatos fúteis
Palavras, palavras
Tudo fútil, nada útil
Dizer ao vento é não dizer nada
ninguém para ouvir, sentir, pensar
Penso que nada me resta,
nada presta
Então me pego a desenhar,
ilustrar as páginas em branco com cores gritantes,
imaginando as palavras que quero gritar...
Gritar ao mundo, gritar a ele, acordar a mim.
Com um compasso faço um traço e preencho com números
números grandes, pequenos, no fim são contas
contando os dias, semanas, as horas e meses sem você ao meu lado
Lado... de que lado?
De que lado estou?
onde você está?
de que lado devo ficar?
Do lado de quem?
Devo ir pro lado de lá, e partir?
Partir para sempre, sair desse tudo sem nada
Dessa vida de nada que tenho trazido
Megulhar profundo para ver tudo com olhos distantes
Outra forma de olhar para não ver o mesmo...vazio
Ter tudo, ser tudo também é nada se não se está realizada
Tudo e nada é o mesmo que cheio e vazio
Pode-se estar cheio da vida e sentir um imenso vazio de história de vida
Vida, história, cheio, vazio, tudo, nada palavras separadas com sentido, juntas, emboladas, o que importa?
Só levam ao fim, com uma certeza exata
Agrura da alma, profundo abismo..
Estou cheia de um tremendo vazio.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
domingo, 23 de agosto de 2009
SURREALISMO
Adoro usar tênis!!
Sempre me vi em mais de uma versão e é difícil para mim de repente me enquadrar em apenas um tipo. Sou tantos tipos de mulher... Meu humor é meu guia.
Na TPM prefiro me vestir para matar.... Não a matadora sensual, mas aquela que tem uma “bazuca” nas mãos e atira para todos os lados querendo que mulheres e homens morram para que ela não tenha que falar com ninguém, nunca mais na vida!!! (Mas prefere matar as mulheres primeiro, CLARO!)
Nos dias de bom humor e tempo hábil, com um lindo sol: roupa mais sofisticada, salto alto e maquiagem.
Nos dias de chuva não dá para inventar muito: agasalho e uma bota se tiver inspiração para o “modelito”
Nos dias tristes qualquer coisa preta que me cubra.
Nos dias de “pé esquerdo” e também nos dias de “luta”: calça jeans, camiseta e tênis (batom de vez enquando). Às vezes uma camiseta mais colorida, uma blusinha mais “descolada”, um sapato no lugar do tênis; mas a calça jeans sempre presente.
Para uma festa vestido decotado (o comprimento depende do tipo de evento). Para a balada “kit completo”. Para dentro de casa camiseta e mais nada. Para a cama pijaminha e cobertor. Para um passeio de bicicleta short e camiseta. Para dias em que parece que o mundo é de algodão doce, um vestidinho meigo, florido! Para os dias em que parece que já não há mais solução para nada: lá venho eu com meu básico preto.
Existem pessoas que não importa em que dia estão, não importa se estão no céu ou no inferno, tanto faz se é frio ou calor, se o mundo desaba em suas cabeças ou não... Pouco importa se terão o pão de amanhã... Estão sempre com as mesmas caras, as mesmas roupas, os mesmos acessórios... Enfim, aquele “estilinho” de sempre!
Eu não consigo ser assim, preciso externar o que tenho por dentro. O que sinto! Seja bom ou ruim... Eu sou assim. Não sei se mudo; também não sei se vale a pena. Isso interfere muito na minha vida ou em nada?!
Começo a acreditar que não ter um estilo e se adaptar à vários já é “o estilo”.
Mas um estilo de ser e se vestir traduz a personalidade de alguém?
A vestimenta materializa a personalidade? A roupa personifica?
Realmente não sei a resposta correta, mas creio que a roupa dá dicas de como uma pessoa é; quais as características mais marcantes da personalidade de alguém. Despojada, introvertida, mesquinha, materialista, despreocupada, preocupada demais, vaidosa... Enfim.
Muitas vezes o ato de se vestir impõe presença. Algumas pessoas não se vestem, se armam. Debaixo de tanto cuidado com a aparência se esconde alguém que teme ser atacado, que teme perder a guerra, a batalha, o espaço doravante conquistado anteriormente. Chega a ser um contra-senso. Tanto trato e beleza para se defender e/ou atacar o mundo/ as pessoas.
Existem atitudes tão controversas que se tornam até surreais. Abstratas a realidade que a sociedade, em geral, conhece.
A novela imita a vida, e por vezes foge da realidade, noutras expõe o que pouca gente acredita ser verdade, ou mostra aquilo que a maioria não tem conhecimento, mas que acontece de forma recorrente em determinadas esferas sociais.
Esta ultima novela (Caminho das Índias), por exemplo, ilustra bem o fato que acabei de comentar. Uma mulher de boa educação, sempre muito bem vestida que usa de artimanhas para se defender da “concorrência”. Tem vontade de bater em certas mulheres, mas as trata com educação; mesmo quando estas esperam um surto de grosserias. Isto é “manter a linha”, não se deixar abater, minimizar o problema, se mostrar superior, demonstrar força, poder sobre a situação; seja ela qual for. O fato é que na verdade ela teme por algo que não possa ter o controle, que fique fora do seu alcance... Teme o futuro, o amanhã... Teme o oponente, que desconhece; e teme ser mais fraco que o próprio.
Por isto insurge com o inesperado, uma atitude surreal, nem um pouco esperada que surpreende e chega a causar sentimentos de espanto, simpatia, admiração, suspeita, carisma e principalmente respeito.
Uma atitude que ao mesmo tempo em que se admira, se repudia tamanha a submissão das vontades de uma terceira pessoa; tamanho o abandono de si próprio, de sua personalidade, de suas emoções e sentimentos em prol de um objetivo, uma situação, um modo de vida.
As mulheres são mais capazes desse tipo de artimanha do que os homens. Elas se negam mais em prol de seus objetivos, em prol de seus desejos, sonhos, em prol de outro alguém; do que o homem. A mulher é mais aberta para este tipo de sacrifício, é mais pré-disposta a atitudes dessa grandeza, dessa magnitude.
Às vezes, sem querer acabamos em uma dessas cenas de novela, onde a vida se encarrega de encenar e nos coloca em cena, fazendo um dos papéis principais. Tal qual a cena que presenciamos é a cena que fazemos; em um completo surrealismo, totalmente real... Um momento presente.
É de pasmar e deixar pasmo a todos os espectadores da vida alheia.
ANESTESIA DA ALMA
Também dizem que pessoas abonadas nem sempre são felizes, e que na maioria das vezes os problemas que esse tipo de pessoas possui não depende de dinheiro para ser solucionado. O que de fato deve ser verdade; porque caso contrário nem haveria em que se falar em problemas. Concorda?
Pois bem... não faço parte de nenhuma das duas categorias, mas gostaria de ter parte de ambas. Felicidade e bastante dinheiro. Aí você pensa: “quem não quer?”. Todo mundo, claro. Mas eu não sou o tipo de pessoa gananciosa, não quero mmmmmmmmuito, só o suficiente para realizar algumas das muitas boas coisas da vida. Nem preciso de felicidade repleta, mas preciso de uma concreta, de verdade... dure o tempo que durar. Desejo que os problemas que surgirem venham em baixa escala e que não sejam criados por mim... Que sejam aqueles de situação; devido a uma aquisição, uma conquista, uma vitória... um desejo saciado. Enfim... Problemas advindos de uma boa lide, de uma boa causa. Algo que tenha surgido devido a defesa de uma tese, uma idéia, por proteção a um ciclo....
O pior é adquirir problemas devido a um mal entendido; uma palavra impensada, uma frase mal dita (ou maldita, que seja). Um problema que não existiria se aqueles 5 minutos jamais tivessem existido naquele determinado dia. É o tipo de problema que se torna tão grande, tão imenso para si, que se torna difícil carrega-lo; o que dirá resolve-lo.
Duro mesmo é sentir tanto por isto; é te doer tanto que sua alma fica tolida, insensível a quaisquer outros males, alegrias... a alma se anestesia.
Sabe o que é ir ao paraíso e não se sentir feliz lá? Eu sei
Sabe o que é beber o melhor vinho e ainda assim não se contentar? Eu sei.
Ir as festas temáticas mais legais e retornar para casa antes do fim. Sabe o que é isso? Eu sei
Ir a um baile e não dançar uma única música; querer se embebedar noite adentro e não conseguir esvaziar uma garrafa por falta de ânimo; querer chorar e não surgir uma lágrima dos olhos; olhar a mais linda paisagem e não sentir nada! Não sentir o vento que bate no rosto, não ouvir o barulho das ondas do mar, não sentir o aroma das plantas, o gosto de tudo. Achar tudo tão igual, tudo comum... Sabe o que é isso? Eu sei!!!
É como “estar e não estar lá.”
Um filme em tela grande, onde você usa os óculos 3D. Numa realidade virtual. Uma realidade que parece não sei a sua, apesar de estar lá, de pisar, de ouvir, ver... Mas você não sente!!
Não consegue sentir; não consegue se sentir. Se achar! A dor tomou conta, a problema se transformou em um monstro... dinheiro nenhum no mundo é capaz de resolver isto; e nem depende de você... Saiu do seu controle, não está nas tuas mãos.... Deixou de te pertencer e de ser dominado por você a partir do momento que as palavras saíram da sua boca e percorreram todos o caminho até serem ouvidas por quem as encontrou pelo caminho.
E um problema que não depende de você para ser resolvido é sempre muito maior do que você porque não é conduzido conforme a sua vontade, conforme o seu jeito de ser e a sua maneira de pensar, para ser resolvido. Depende de outra ou de outras pessoas para que se chegue a uma solução. E este tipo de solução nem sempre vem a contento.
“A palavra proferida jamais é retornada”.... essa é frase conhecida.
O fato é que por depender de outros para resolver questões que te atingem diretamente, você fica atado a vontade alheia, a uma outra cabeça, outra forma de pensar... e isso consome... a tal ponto que se chega a sentir que nada mais resta para ser consumido, possuído pela dor que vai no peito e que toma o corpo inteiro.
Já é tudo tenso, dolorido, duro...
O psicológico deixa o físico frágil e todo tipo de males te acomete... a resistência corporal já não é mais um escudo... e o corpo sucumbe ao emocional abalado; e tudo mais se abala. Já nada mais resta a fazer a não ser endurecer a alma, calar, anestesiar o que te resta para não mais sentir dor; e enfim trazer um conforto frágil, ilusório de que já não se sente mais nada.
Porém nada satisfaz, vem o sol, cai a noite, calor, frio, chuva... tudo igual, todo dia... o mesmo dia. Nada é novo, nada tem graça, tudo é normal, sempre igual por mais que não seja, por mais que se ande...
As mesmas pessoas invisíveis a tua volta.... o mesmo desespero guardado a sete chaves na alma...
As mesmas revoltas, reviravoltas na mente... Tudo tecido de couro, impenetrável...
Onde todo sucesso é insucesso... onde toda comida é pouca, todo fruto é velho, toda bola é mucha, toda corrida é “slow motion”, todo show é novela, toda comédia é mal gosto, todo sentimento é teatro....
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Terceirização dos Serviços Domésticos
Antigamente, nem faz tanto tempo assim, me lembro que quando se contratava uma empregada o pré-requisito principal era que esta pessoa soubesse fazer de tudo, absolutamente!
A empregada tinha que saber cozinhar, lavar, passar, fazer a faxina e ainda cuidar de crianças. Em alguns casos ainda exigia-se da empregada que fosse ao supermercado fazer compras e diariamente a padaria, comprar os pães do lanche da tarde. Empregada trabalhava de segunda a sábado e não tinha registro em carteira e nem FGTS, e ainda pagava metade do seu INSS.
A alguns dias atrás, depois de um longo tempo sem empregada doméstica (devido aos exageros impetrados pela regulamentação de empregados domésticos no Brasil), precisamos contratar uma diarista (porque empregada mesmo é muito caro). Quando a interrogamos sobre quais os seus afazeres ficamos boqueabertos... A diarista não cozinhava, nem lavava roupas, ou as passava; apenas faxinava a casa. Entrava as 9h da manhã e saia as 17h, de segunda a sexta feira, porque não trabalhava aos sábados e domingos.
Fiquei pensando em como, em tão pouco tempo, a terceirização do trabalho interferiu tão profundamente em nossas vidas e de uma forma tão sorrateira, que nem chegamos a perceber por completo. Só vemos quando está alí, bem na nossa frente!
Hoje se você precisa de uma faxina em sua casa, você contrata uma diarista (que nem sempre faz realmente aquela faxina dos tempos da vovó, que colocava a casa de pernas pro ar para limpar cada cantinho). Se você precisa de comida boa na mesa, dentro do horário, contrate uma cozinheira. Se o seu problema são as roupas, ahhhh só uma lavadeira ou uma Lavanderia, que cobram por dúzia de roupas (tomara que vc use muito vestido ou macacão!!). Alguém para ficar com as crianças? Ligue para uma babá (e veja as referencias antes, hein?)
É bom esclarecer que não sou contra empregado doméstico ter registro em carteira, nem sou contra ao pagamento de impostos em prol da aposentadoria dos mesmos. Mas é importante se ter em mente que o empregador de um empregado doméstico é uma pessoa física, que é empregado também e não uma empresa que visa lucro. O Empregador neste caso precisa de alguém trabalhando em sua casa para ajuda-lo nos afazeres do lar, aos quais não pode dar conta no dia a dia. Não visa lucro no trabalho do empregado doméstico, apenas benefício pessoal, auxilio. Por estes motivos penso que a taxa tributária sobre este tipo de trabalhador não pode ser tal qual um trabalhador de mercado, nem mesmo o seu salário mínimo visto que um empregado doméstico trabalha um período menor que qualquer outro, em média 35 horas semanais.
Por essas e outras é que empregada, empregada mesmo é artigo raríssimo e de luxo hoje em dia. Sabia?
E para que serve uma empregada nos dias de hoje?
Serve para tirar o pósinho da casa, atender o telefone e anotar os recados, receber as correspondências e coordenar os outros empregados, como a faxineira, a cozinheira, a lavadeira e a babá.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
एवेर्य्थिंग Tudo
e fale comigo
Eu quero te sentir
Eu preciso te ouvir
Você é a luz
que está me guiando para o lugar
onde encontrarei paz... novamente
Você é a força
que me faz andar
Você é a esperança
que me faz confiar
Você é a vida
pra minha alma
Você é meu propósito
Você é tudo
E como eu poderia ficar aqui com você
e não me comover com você?
Me diga, como isso poderia ficar melhor?
Você acalma as tempestades
E você me dá repouso
Você me segura em suas mãos
Você não vai me deixar cair
Você roubou meu coração
E me deixou sem fôlego
Você vai me receber?
Vai me atrair mais ainda?
E como eu poderia ficar aqui com você
e não me comover com você?
Me diga, como isso poderia ficar melhor?
E como eu poderia ficar aqui com você
e não me comover com você?
Me diga, como isso poderia ficar melhor?
Pois você é tudo que eu quero
Você é tudo que eu preciso
Você é tudo, tudo
Você é tudo que eu quero
Você é tudo que eu preciso
Você é tudo, tudo
Você é tudo que eu quero
Você é tudo que eu preciso
Você é tudo, tudo
Você é tudo que eu quero
Você é tudo que eu preciso
Você é tudo, tudo
E como eu poderia ficar aqui com você
e não me comover com você?
Me diga, como isso poderia ficar melhor?
E como eu poderia ficar aqui com você
e não me comover com você?
Me diga, como isso poderia ficar melhor?
E como eu poderia ficar aqui com você
e não me comover com você?
Me diga, como isso poderia ficar melhor?
Me diga, como isso poderia ficar melhor?
Lifehouse - Everything
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Bolha
Muito querem atravessar a bolha para se aproximarem de mim... alguns já tentaram...sem sucesso.
A bolha tem uns micro furos, é por onde me vem o ar... é como eu respiro. E é também o ponto fraco da bolha, porque é por onde se pode entrar... onde é possível passar... atravessar a barreira, arrebentar a bolha e ficar.
Os que já tentaram se achegar a mim descobriram os furos, os poros da bolha; mais ao penetrá-la foram empurrados para fora com força... como um sopro forte, uma ventania que empurra para longe.
Eu não consigo vê-la, não consigo enxergá-la, nem senti-la... mas posso percebê-la agora... agora que sei o quanto a presença dela me afeta.. o quanto ela me faz sofrer...
Por causa dela vivo só, não consigo me relacionar com os outros... a bolha não deixa, me impede de viver como todos vivem... a bolha quer me matar aos poucos...
Me fazer sofrer é o que mantém a bolha viva, sim Viva!!
E por ser um organismo vivo ela pensa, tem seus anseios... e o objetivo desta bolha é me matar um dia, para que assim ela vença o jogo... O jogo que ela mesma criou.
A Bolha vive sozinha, me cercando e deseja que eu viva da mesma forma, até morrer.
Ela é cruel, insânia, perversa... permite que eu ande, corra, viaje, veja, sinta, me divirta Mas não permite que eu viva inteiramente, intensamente... na menor possibilidade ela repele, expulsa, deixa longe de mim... E mais uma vez eu sofro.
Sempre pensava que a culpa era minha, que eu tinha feito algo de errado... refazia cada passo dado... mas não, não sou... é culpa da bolha...
As pessoas se vão sem saber porque, sem dar explicação, sem dizer uma palavra... E por quê? Porque elas não tem nada a dizer mesmo... elas nem sabem porque estão indo.. não encontram explicação alguma para o que fazem naquele momento. Mas fazem assim mesmo... Influência da bolha, poder da bolha... o sopro da bolha!!
Sei que ela está a minha volta, mas não sei a dimensão da bolha, muito menos sei como faço para me livrar dela, para me libertar e poder viver, como todo mundo.
Queria rasgar a bolha agora... matar a bolha, mas nem ao menos sei se ela tem um coração, um núcleo que pode destruí-la de uma única vez, sem que hajam resquícios, sem chance de sobrevivência para a bolha.
Minha alma grita por socorro, meu coração sangra devido aos cortes profundos que a bolha indiretamente me faz....
Torço para que alguém, além de ver a mim, veja a bolha e tome para si o desafio de destruí-la para enfim me libertar dela... rasgá-la, dissecá-la, eliminá-la por inteiro para que eu nunca mais corra o risco de voltar a ser presa por ela novamente.
Torço para que alguém me queira livre da bolha, para viver... Para viver consigo.
Alguém que me queira tanto longe da bolha e tão perto de si, que não teme o perigo pois o que mais deseja é me deixar viver junto a si, para me proteger, cuidar e me respeitar... me dando a liberdade da qual preciso... sem querer me sufocar, me prender ou me tolir... me deixando viver... como todo mundo.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Versos Simples
Que eu queria te falar
Das coisas que trago no peito
Saudade, já não sei se é
A palavra certa para usar
Ainda lembro do seu jeito
Não te trago ouro
Porque ele não entra no céu
E nenhuma riqueza deste mundo
Não te trago flores
Porque elas secam e caem ao chão
Te trago os meus versos simples
Mas que fiz de coração
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