segunda-feira, 30 de junho de 2008

Lipoaspiração?

Herbert Vianna (Cantor e Compositor)

Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?
Uma coisa é saúde outra é obsessão.
O mundo pirou, enlouqueceu.
Hoje, Deus é a auto imagem.
Religião, é dieta. Fé, só na estética.
Ritual é malhação.
Amor é cafona, sinceridade é careta,
pudor é ridículo, sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção.
Roubar pode, envelhecer, não.
Estria é caso de polícia.
Celulite é falta de educação.
Filho da p. corrupto bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz,
não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem.
Imagem, estética, medidas, beleza.
Nada mais importa.Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria,
o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.
Não importa o outro, o coletivo. Jovens não têm mais fé, nem idealismo, nem posição política.
Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas,
quero ficar legal, quero caminhar, correr, viver muito, ter uma aparência legal mas...
Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas,
de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural.
Não é, não pode ser. Que as pessoas discutam o assunto.
Que alguém acorde. Que o mundo mude.
Que eu me acalme. Que o amor sobreviva.
'Cuide bem do seu amor, seja ele quem for'.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Padrões de exigência.

Quando eu tinha 11 anos, queria mais era ser moleca... batia nos meninos, competia com eles de igual para igual. Aos 15 anos ninguém me interessava a não ser o TOM CRUISE, aquele ator americano. Tinha ele em todos os lugares, no caderno, no teto, na cabeça e nos sonhos... ahh! E que sonhosss!! Cresci um pouco mais e ampliei meus horizontes com relação a homem, além do Tom, eu também fiquei a fim de alguém tipo Patrick Swayze. Me apaixonei por ele depois que vi “Dirty Dancing”, eu era a patinho feio do filme.
Aos 18 anos, meu padrão ainda era permeado por esses “meninos” de olhos claros... e se não fosse assim, não seria de jeito nenhum... Só de pensar em alguém diferente tinha ânsia. Andei dispensando alguns garotos que pensaram ter a capacidade de quebrar meu vínculo de fidelidade aos meus amores. Devido a distância e a vida corrida de Tom e Swayze, passei a beijar garotos que eram muito parecidos com eles... sabe como é, a carne é fraca... mas o coração é fiel. No cursinho me deixei levar pela paixão à um japonês, nissei na verdade... mas foi só até o momento de ver ele de bermuda... aqueles cabos de vassoura em forma de perna acabaram com todo o meu amor. Voltei as raízes, e me desculpei com Tom e Swayze.
Aos 20, e já na faculdade a algum tempo, abri algumas excessões devido ao álcool, mas me arrependia logo em recobrava a sobriedade. Meu namorado de faculdade, tinha olhos claros, era loiro, então continuei seguindo o padrão de minha “aborrecência”. Bom, teve uma parte ruim com relação a esse cara, mas nem convém citar aqui... foi puro azar. Só digo uma coisa: mulheres, cuidado com homens muito bonitos que se acham lindos! Eles podem se perder... enfim. Para bom entendedor meia palavra basta, né?
Aos 23 comecei a pensar em experimentar algo novo, alguém mais moreno, bronzeado e sem olhos tão atrativos, porém arrebatadores no olhar... Me perdi de paixão por um carioca, e mantive um relacionamento virtual (para assegurar a minha tradição) por 6 anos, até que o encontrei pessoalmente e tudo acabou. E eu aos quase 30 anos estava sozinha... Já não quis mais saber do Tom, o Patrick estava velho demais e chato... Disse a mim mesma... “Vou partir para novos horizontes”, e parti mesmo... Meus horizontes se alargaram, comecei a beijar os baixinhos, os gordinhos, os altinhos.. mas os magrinhos e feios demais ainda não consigo encarar... Alguns dizem ser preconceito... outros chamam de seleção... eu SEI que é química! Não consigo encarar... me dá asco! O que posso fazer? Tentar? Eu tentei... Juro!
Hoje aos 30, nem posso reclamar de estar sozinha, a resposta de todos é uma só: VC ESCOLHE DEMAIS! Porra! As pessoas não sabem o que é escolha... tem uma grande diferença entre vc escolher, quando se tem há quem optar, oportunidade e gosto! As pessoas se esqueceram o que é atração física, paixão, amor, química, física e tudo mais? Só porque eu tenho 30 tenho que pegar qquer um, mesmo que não sinta atração? E pode alguém ter contato íntimo com quem não se gosta, nem se sente atraído? Melhor ficar só então.
Aí outros “seres sobrenaturais” viram e te dizem, aahhh o amor vem com o tempo. Com o tempo a gente passa a gostar... NÃO! Com o tempo se acostuma àquela pessoa e se desiste da vida, desiste-se de encontrar uma pessoa compatível, acomoda-se. É exatamente isso que acontece. E apenas isso. Não há amor nisso.
Aí me dizem... aahhh, com a tua idade... arruma um bom amigo e tenha um filho, pelo menos assim vc não fica só. Uau! Daqui a pouco não poderei ter mais filhos... acredita?
Em pleno século 21 e algumas coisas não mudam...
Aproveitando o ensejo...”Alguém quer me ajudar a ter um filho, aê?” (rindo p/ não chorar).

sexta-feira, 7 de março de 2008

"Coisas" do meu coração

Hoje contei pras paredes coisas do meu coração,
passeei no tempo, caminhei nas horas, mais do que passo a paixão...
é o tempo sem razão...

Deixa eu dizer que te amo
Deixa eu pensar em você?
Isso me acalma, me acolhe a alma...
Isso me ajuda a viver

Amor "I love you", Amor "I love you"

Adaptado de "Amor I love You" Marisa Monte/ Arnaldo Antunes.

" - Tinha suspirado. Tinha beijado o papel devotamente
Era a primeira vez que lhe escreviam aquelas sentimentalidades
E o seu orgulho dilatava-se ao calor amoroso que saía delas
Como um corpo ressequido que se estira num banho lépido
Sentia um acréscimo de estima por si mesma
E parecia-lhe que entrava enfim uma existência superiormente interessante
Onde cada hora tinha o seu intuito diferente
Cada passo conduzia um êxtase
E a alma se cobria de um luxo radioso de sensações."
Eça de Queiroz (1878)

sábado, 16 de fevereiro de 2008

A mulher entre Deus e o Diabo


E Deus fez a mulher.
E houve harmonia no paraíso.
O diabo vendo isso, resolveu complicar.
Deus deu a mulher cabelos sedosos e esvoaçantes.
O diabo deu pontas duplas e ressecadas.
Deus deu a mulher seios firmes e bonitos.
O diabo os fez crescer e cair.
Deus deu a mulher um corpo de Barbie.
O diabo inventou a celulite, as estrias e o culote.
Deus deu a mulher músculos perfeitos.
E o diabo os cobriu com lipoglicerídios.
Deus deu a mulher uma voz suave, doce e melodiosa.
O diabo a fez falar demais.
Deus deu a mulher um temperamento dócil.
E o diabo inventou a TPM.
Deus deu a mulher um andar elegante.
O diabo investiu no sapato de salto alto.
Então Deus deu a mulher infinita beleza interior.
E o diabo fez o homem perceber só o lado de fora.Mas que droga!!!
Só pode haver uma explicação para isso:
"O diabo só pode ser V I A D O"

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Segundo Olhar

É impressionante como deixamos que as coisas ao nosso redor passem sem que percebamos, sem olharmos para elas com mais atenção. Fazemos isso porque temos uma certeza íntima de que elas estarão ali todos os dias, para que possamos ignora-las todos os dias. Até que em um desses dias, olhamos e sentimos falta daquilo que nos cerca. Tudo passou e não nos demos conta. Perdemos a oportunidade de nos ater aquilo, de apreciar, de contemplar... deixamos de ver a beleza, a essencia de tudo aquilo e daqueles que nos cercam.
O que perdemos com isso? Perdemos tudo!! Perdemos os pequenos detalhes, perdemos o foco, perdemos a oportunidade de ver a mesma coisa de modos diferentes. Perdemos a oportunidade de nos aprimorar, de aprender, de guardar um pouco para si de tudo que há de bom no mundo. Perdemos a chance de nos despedir...
Isso não é uma coisa fácil de se fazer, até porque ninguém vive achando que vai morrer amanhã, mas podemos morrer a qualquer instante.
Se vivessemos assim o mundo seria um caos, as pessoas não iriam fazer planos para o futuro, todos iriam querer tudo/ ao mesmo tempo/ agora! E ainda acabariam morrendo mais depressa.
Mas precisamos ter em mente que o amanhã pode não existir, e que por isso quando temos a oportunidade de contemplar tudo e todos a nossa volta, devemos faze-lo.
Hoje teria sido um dia comum, como outro qualquer se eu não tivesse tido a postura de faze-lo valer a pena, querendo que este dia fosse proveitoso por ele mesmo. Então me levantei e fiz o que estava pretendendo fazer a um bom tempo... corri! E a todo momento em que a fadiga me alcançava, tinh a minha frente uma das paisagens mais lindas que já contemplei. O entardecer por entre as nuvens carregadas de chuva, que ameaçava cair e de outro lado o céu azul claro, misturado a tons de laranja roseada. Nem mesmo um bom pintor poderia retratar aquela imagem com tanta perfeição.
Bem e mal representados no céu, o alegre e o triste em plena harmonia. Um espetáculo natural apreciado por poucos.
O ser humano passa seus dias tão preocupado com seu trabalho, seus filhos, seu alimento, suas vestes, sua casa, seu carro, suas contas pra pagar, que nem por um minuto pára e olha para o céu. Muitas vezes nem olhar para sua frente, o que dirá ao seu redor. Você pode se pergunta: "como uma pessoa pode não olhar para frente?". Bom, ela olha... mas não como deveria. Olha mas não ve o que está ao longe, porque seu foco está a apenas meio metro, ou até a esquina. Não vê além.
Senti isso hoje. Que é preciso ir além.
Não posso deixar que os problemas e/ou pessoas me façam focar a meio metro, é preciso ampliar os horizontes, não medir distãncias, enxergar além.
Eu sei que posso fazer aquilo que eu quiser fazer, desde que queira de verdade, que queira com convicção. Eu posso. E eu faço!!
Já ouvi muitos NÃOS na vida:
Não você não pode tazer faculdade. Fiz duas.
Não você não pode viajar sozinha. Já fiz inúmeras vezes.
Não você não pode ir ao Rio de Janeiro. Já fui 5 vezes.
Não você não pode ter um carro.Já tive dois.
Você não vai arrumar um emprego. Arrumei.
Você não vai passar em um concurso. Passei.
Não você não pode operar. Já operei.
Não você não pode ter uma casa. Agora eu tenho uma.
Não você não pode correr. Corri hoje.
Ainda existem muitos "não pode" e outros "não vai" que precisam de uma contra-resposta. Ainda há muita coisa a realizar. Muitos sonhos e projetos para transformar em realidade.
De qualquer maneira, hoje olhei tudo a minha volta como se estivesse vendo pela ultima vez. Pensei em cada pessoa querida como se não pudesse ve-las mais. Pensei na pessoa a qual eu morreria pensando. O ultimo nome que diria; e o que gostaria de dizer a essa pessoa. E me veio a certeza de que eu não poderia deixar de dizer o quanto é importante para mim. Quão bem me faz quando está comigo. O quão prazerosa é sua companhia. O quanto é bom dividir as alegrias, problemas, idéias, fazer sorrir, rir junto, sonhar junto... imaginar!
Vi a quem pude, beijei a face, olhei nos olhos, vi os animais, brinquei com eles, olhei o céu, o sol, as nuvens e toda a composição que formavam. Peguei a estrada, contemplei os detalhes, vi as pessoas, os lugares...
Corri...

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

QUASE

Luís Fernando Veríssimo

Ainda pior que a convicção do não, a incerteza do talvez
é a desilusão de um "quase".
É o quase que me incomoda, que me entristece, que
me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi.

Quem quase ganhou ainda joga,
quem quase passou ainda estuda,
quem quase morreu está vivo,
quem quase amou não amou.

Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos,
nas chances que se perdem por medo,
nas idéias que nunca sairão do papel
por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna;
ou melhor, não me pergunto, contesto.
A resposta eu sei de cor,
está estampada na distância e frieza dos sorrisos,
na frouxidão dos abraços,
na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.

A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir
entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo,
o mar não teria ondas, os dias seriam nublados
e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige, nem acalma,
apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas,
nem que todas as estrelas estejam ao alcance,
para as coisas que não podem ser mudadas
resta-nos somente paciência,
porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória
é desperdiçar a oportunidade de merecer.

Pros erros há perdão; pros fracassos, chance;
pros amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio
ou economizar alma.
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance.
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode,
que o medo impeça de tentar.

Desconfie do destino e acredite em você.
Gaste mais horas realizando que sonhando,
fazendo que planejando, vivendo que esperando
porque, embora quem quase morre esteja vivo,
quem quase vive já morreu!!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Apologize - "Desculpar"

Timbaland & One Republic

Eu estou me segurando na sua corda
Estou a 3 metros do solo
E eu estou ouvindo o que você diz, mas simplesmente
não consigo emitir um som
Você diz que precisa de mim
Depois você me derruba, mas espere...
Você diz que sente muito
Não imaginava que eu me viraria e diria...

Que é tarde demais para se desculpar, é tarde demais
Eu disse que é tarde demais para se desculpar, é tarde
demais

Eu me arriscaria outra vez, levaria a culpa,
Levaria um tiro por você
E eu preciso de você como um coração precisa de uma
batida
Mas não é novidade - yeah
Eu te amei com um fogo vermelho
Agora está se tornando azul, e você diz...
"Eu sinto muito" como um anjo
O céu me fez pensar que era você
Mas eu receio...

Que é tarde demais para se desculpar, é tarde demais
Eu disse que é tarde demais para se desculpar, é tarde
demais

É tarde demais para se desculpar, é tarde demais
Eu disse que é tarde demais para se desculpar, é tarde
demais
Eu disse que é tarde demais para se desculpar, yeah
Eu disse que é tarde demais para se desculpar, yeah
Eu estou me segurando na sua corda
Estou a 3 metros...do solo

QUERO SER MENOS

Todo pai e mãe deseja que seu filho seja inteligente, sábio, culto, educado, seletivo e que se destaque.
Bom, colocam o filho numa boa escola, em vários cursos. Esse filho vai p/ faculdade, se forma numa profissão e busca um lugar no mercado de trabalho.
Todos sabem que a população feminina tem aumentado com o passar dos anos... todos sabem também que a mulher, a cada geração se torna mais independente e opta, cada vez mais, a trabalhar fora de casa.
Com esse tipo de escolha as mulheres tem se destacado no mercado de trabalho, têm se especializado mais, buscado maior aperfeiçoamento profissional. E, portanto, se tornam mais cultas, mais inteligentes e sábias.
Tenho sentido que isto tem afugentado os homens, que ainda preferem as mulheres domésticas (caseiras e burras). Pois mulheres com pouca instrução e pouca vivencia são mais fáceis de ser ludibriadas.
O fato é que algumas mulheres, apesar de ser instruídas conseguem desenvolver a arte de se fazer de burras, sonsas e cegas; com o objetivo de satisfazer o ego masculino na arte de enganar (pensar que engana) uma mulher.
No entanto esse talento não é dado a toda mulher, e eu fiquei de fora, como muitas. Quando isso acontece a mulher passa a sofrer com experiencias amargas trazidas pelo homem.
Se eu pudesse fazer um pedido, tais como aqueles pro papei noel ou desejos de inicio de ano, eu pediria para ser menos.
Gostaria de ser menos inteligente, menos culta, menos intelectualizada, menos útil, menos independente, menos madura, menos dedicada, menos preocupada, menos preparada, menos crédula, menos apaixonada, menos corajosa, menos envolvida, menos educada, menos sentimental, menos dolorida.... talvez até menos mulher.
Na verdade gostaria de ser mais homen.
Acredito que a dose ideal no conceito masculino seria uma Amélia, e o toque final, para a cura feminina, seria diluir essa Amélia a uma boa proporção masculina e "Voui a lá": uma mulher imune!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

VENTO NO LITORAL

Legiao Urbana
De tarde quero descansar, chegar ate a praia e ver
Se o vento ainda está forte
E vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora

Agora está tão longe
Vê, a linha do horizonte me distrai:
Dos nossos planos é que tenho mais saudade,
Quando olhávamos juntos na mesma direção

Aonde está você agora
Além de aqui dentro de mim?

Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo o tempo todo
E quando eu vejo o mar,
Existe algo que diz,
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem



Já que você não está aqui,
O que posso fazer é cuidar de mim
Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano era ficarmos bem?

- Ei, olha só o que eu achei: cavalos-marinhos
Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora

Mulher de Malandro

Praticamente todo mundo conhece a expressão "mulher de malandro" e sabe que diz respeito a alguém mazoquista... que gosta de apanhar.
Podemos classificar as agressões do "malandro" como sendo de dois tipos: as agressões físicas, e as agressões verbais. As agressões físicas ultrapassam a linha do absurdo. São intoleráveis por qualquer ser racional, detentor de saúde mental. No entanto as agressões verbais não são menos consideráveis. Elas não causam marcas no corpo, mas marcam a alma, sufocam o amor próprio e destrói a consideração, o respeito e o carinho.
Até aqui tudo bem. Todos concordam.
O fato é que ficamos bestificados quando conhecemos uma "mulher de malandro", ficamos horrorizadas com o fato dessa mulher continuar vivendo assim. Vivendo de migalhas.
Bom, porém chega o dia que nos vemos na mesma situação... acabamos nos tornando "mulher de malandro", vivendo de migalhas e tomando tapa na cara a três por dois, sem saber sequer o motivo. As vezes apanhando sem motivo mesmo! Os tapas aos quais me refiro aqui não são própriamente físicos, são tapas verbais. Os quais podem ser dados a qualquer distância, com palavras que calam a alma, ou mesmo com a ausência delas... Ignorar uma pessoa é tão dolorido quanto chinga-la, dizer-lhe barbaridades e coisas impensadas; porque é como se a pessoa ignorada simplesmente não existisse. Como se ela não tivesse importância alguma ou simplesmente fosse um fantasma, uma coisa ruim. E quem gosta de ficar perto de fantasma?
Para quem está vendo do lado de fora, parece que a "mulher de malandro" está nessa sintuação porque gosta mesmo de apanhar, de levar "tapa" na cara, mas isso não é verdade. Ela está e só continua, por amor, por paixão... pela carência de carinho, pela presença dos momentos de afago.
Cada "tapa" desses cala fundo na alma, cria uma ferida, muiitas vezes endurece o coração. Até o dia do "Apartheid".
Chega um dia em que foram tantas surras, chutes, pontapés que a "mulher de malandro" coloca um fim no seu sofrimento, detona uma explosão como a de Hiroshima e Nagasaki, radicaliza, ou simplesmente deixa o "malandro" falando sozinho. Parte para outra ou se torna uma pessoa sozinha devido aos traumas que sofre em ser "mulher de malandro".
O fato é que passa a se conformar com o ditado que diz: antes só que mal acompanhada. deixa de se alimentar de migalhas e passa a não se alimentar mais, ou se torna "vegetariana" (no melhor sentido da palavra).
Toda mulher, no fundo sabe que não é melhor sozinha do que mal acompanhada, e sabem ainda que pouquíssimas são as mulheres que vivem bem acompanhadas de verdade, e dentre estas estão as mais raríssimas ainda que desfrutam desse previlégio sozinhas.
Tudo o que uma mulher de verdade quer é ser bem tratada, independente da situação. E se houver uma situação ela espera ser informada da mesma, afim de que saiba como reagir.
Toda mulher de verdade quer respeito, consideração e muito carinho. Ela nem faz questão de grandes viagens, jóias, carros, ótimos restaurantes... ela quer romance, surpresinhas bobas (e até mesmo baratas) e pelo menos um buquet de flores, mesmo que elas sejam margaridas; ou que todo o buquet se resuma a um botão de rosa vermelha. A mulher de verdade não está preocupada com a conta bancária do seu companheiro e sim no fato dele satisfaze-la plenamente.
Toda mulher quer ficar abraçadinha horas, se sentir protegida, aconchegada, conversar sobre tudo e sobre nada... se declarar e principalmente ouvir declarações. Ouvir é muito bom!!
Toda mulher quer dormir de conchinha no inverno (ou fora dele), quer café da manhã na cama de vez enquando, quer se sentir desejada, quer ser sexy e menina ao mesmo tempo, quer ser prensada na parede, quer perder o fôlego num beijo demorado, quer perder a noção das horas, quer ir até a lua numa viagem orgásmica, quer tomar banho quente junto, quer fazer amor numa banheira, quer provocar desejos em público, quer ser um pouco safada na cama e quer satisfazer seu parceiro.
Para a mulher de verdade os momentos de prazer não se resumem ao sexo, mas a todos os gestos de carinho, cada palavra e tudo o mais que acaba levando ao ato propriamente dito.
Uma mulher de verdade pode até chegar ao ponto de ser "mulher de maladro", mas esse "malandro" terá que fazer jus a fama que o termo carrega, e satisfaze-la como ela merece.
É demais querer ser uma mulher de verdade?
A mulher de verdade está pedindo algo de impossível do homem?
Contudo afirmo: não é fácil ser "mulher de malandro", exige muito de uma mulher.

Viver outra vida

Ultimamente ando pensando muito, a respeito de muitas coisas e isso me leva a reformular e até mesmo criar novas opiniões a respeito de muitas coisas. Um dos pontos é o surgimento dos filhos na vida de uma pessoa.
Sabe quando os filhos surgem? Em que momento da vida?
Os filhos surgem no momento em que a pessoa se cansa de viver a própria vida, ou quando acredita que não a mais nada de importante a fazer na sua.
A partir desse momento ela passa a querer viver a vida de outra pessoa, até para justificar a sua.
Quem nunca ouviu a frase "só estou neste emprego ainda por causa dos meus filhos" ou "estou estudando para dar um futuro melhor para o meu filho", e por aí vai.
Puro egoísmo! No futuro, não muito distante, ele irá cobrar desse filho todo o seu esforço próprio, todo seu trabalho, dinheiro gasto e os cuidados dispensados a esta criatura; seja em forma de carinho, seja com cuidados médicos e financeiros, seja com respeito ou até com o cumprimento de metas estipuladas por ele, do tipo "meu filho tem que se formar em medicina" ou "meu filho vai trabalhar na suiça" ou ainda "você vai se casar com a pessoa que eu escolher para você, porque ninguém mais sabe o que é melhor para você do que eu". Enfim...
No entanto o que nunca se deixa claro aos filhos é que os esforços profissionais e financeiros seriam realizados da mesma maneira, em menor ou maior grau talvez, mesmo que este ser não existisse. Afinal todos precisamos trabalhar e nos sustentar, mesmo que sejamos sozinhos. Os filhos são mera desculpa, e para alguns são uma grande estímulo, um motivo a mais para se fazer algo importante, algo que realmente pode mudar o rumo de suas vidas.
No entanto, quando se tem um filho o que se quer é que ele seja melhor que você. Então se coloca nele todos os sonhos frustrados por si, não realizados, todos os seus anseios e desejos que não houve tempo ou possibilidade de cumprir e realizar. Infla-se este ser de sonhos e expectativas que não são dele; mas que toda a atmosfera criada em torno dele o leva a acreditar que este sonho, e todos os objetivos, partiram dele. São únicos e pessoais. Mentira! Pura Ilusão!
Ter um filho é um grande troféu. os homens gostam de exibir para dizer, mesmo que apenas em seu íntimo: "eu que fiz!". As mulheres se exibem com seus bebês da mesma forma e pensam "ele será um exemplo para todos".Mulher adora ter sempre razão.
Os pais sempre acham seus filhos lindos. Dificilmente você encontra pais realistas. Na maioria dos casos, quando esses pais "sem noção" te perguntram sobre a beleza de seus filhos, você é obrigado a dizer no mínimo "é uma gracinha!" "Muito fofo mesmo". Para ser o mais sincero possível nesses casos. Mais alguns pais ainda insistem na questão dizendo "não é a criança mais linda que você já viu?" E você se vê obrigado a responder com um expremido "SIM".
Todo ser humano quer fazer algo perfeito. Alguns não sabem como faze-lo, então fazem mais filhos. Todos os pais querem ter filhos lindos, saudáveis, verdadeiros deuses gregos no futuro: inteligentes, lindos, educados, estudados, cultos e ricos de preferencia, ou pelo menos com grandes chances de que outra pessoa possa vir a proporcionar tal conforto.
Todos querem filhos para si. Para suprir alguma necessidade ou para descansar da própria vida. Até mesmo para justificar a sociedade e própria felicidade, para dizer: "sou completo" "tenho uma familia completa, sou feliz" "construi algo perfeito". A sociedade cobra isso. Assim como cobra o baile de debutante, o casamento, a faculdade, o bom emprego, etc...
E por falar em emprego. É muito interessante ouvir de um pai ou uma mãe que seu filho terá o emprego que quiser quando crescer. Mesmo que desde a tenra idade esses pais já estejam condicionando seus filhos. Desde que esse "emprego que quiser" seja algo de muito status e com bom rendimento financeiro. Que pai quer ou permitiria que seu filho fosse lixeiro, faxineiro, porteiro, mecânico, segurança, office-boy, moto-boy, entregador, carteiro, pedreiro, etc. Que pai??? Mesmo todos estas profissões sendo fundamentais para a sociedade, como um todo.... Mesmo estas atividades sendo básicas e fundamentais para a vida de qualquer pessoa. Nenhum pai deseja que seu filho a exerça.
Todo pai quer que seu filho seja GRANDE, todo pai quer exibir seu troféu, mas quer que este troféu seja de ouro e não de bronze apenas. Não quer que seja mais um troféu, masi quer que seja O TROFÉU para que todos vejam e admirem.
Apesar dos fatores fundamentais não esterem ligados a este, este fator secundário as vezes se torna maior que as questões fundamentais que o levaram a ter um filho. Sejam estes fatores a solidão, a previsão de uma velhice segura e tranquila, a vontade de cuidar de alguém, de moldar um ser como se acredita que as pessoas devam ser, ou até mesmo a falta de objetivos na própria vida. O fato de querer tornar o filho um REI, pelo menos para as pessoas que o cercam ou para todo um grupo social, muitas vezes se torna o principal objetivo na vida de uma pessoa. Bem como ostentar aquilo que ela mesmo não é, e acabar criando seus filhos numa grande ilusão que irá trazer a estas criaturas decepções amargas num futuro próximo. Mas quem está preocupado com o futuro próximo destes? No fundo todos estão, na verdade, preocupados consigo próprios. Com o próprio futuro e com um fim menos solitário e mais confortável.
Hoje, eu posso afirmar que já cansei da minha própria vida. Cansei de errar, de sofrer e de me frustrar. Estou pronta para desisitir da minha vida e me pautar da vida de outra pessoa, de outro ser. Quero ter um filho para não mais ficar sozinha, para que me faça companhia, para que eu coloque sobre ele todas as minhas expectativas antes frustradas na minha própria vida. Quero que ele seja o que eu não fui. Quero ter desculpa para batalhar com afinco por um emprego melhor, por mais status na carreira. Quero que meu filho me dê status na vida, quero que seja lindo e que me dê orgulho. Desejo fazer parte do ciclo dos pais orgulhosos, das festinhas de aniversário, das gincanas da escola, dos projetos sociais. Não quero mais ficar fora do ciclo vicioso da vida. Quero que a sociedade se compadeça de mim, como mãe. Quero que me vejam como batalhadora, forte e ao mesmo tempo frágil, uma pessoa que precisa sempre ser afagada, ajudada e consolada. Nunca tive o desejo extremo de ser mãe, nunca foi meu objetivo principal na vida. Mas neste momento a falta de objetivos me impõe um novo. Algo que mude minha vida definitivamente. Uma nova meta que não é minha apenas. Algo que envolva outra criatura, que deixe de ser apenas eu. Algo para um futuro tranquilo, aconchegante, um fim mais humano e caloroso. Uma sociedade mais contentada no presente.

No fim, tudo não passa de um grande egoísmo, por parte de todos, repetido por gerações e gerações sem fim. Um verdadeiro ciclo vicioso. Uma bola de neve. Um traço sem fim....
Você pode negar isso?

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

VANTAGENS EM TER UM AMANTE

Foi provado, após acompanhamento de vários casos, que toda mulher
precisa de dois homens: um em casa e outro fora de casa.
Para entender, é muito simples:
O marido cuida da parte financeira, paga as contas dos filhos, da
esposa e da casa.
O outro cuida de você.
O marido fala dos problemas, das contas a pagar, das dificuldades do
dia.
O outro fala da saudade que sentiu de você durante a sua ausência.
O marido compra uma roupa nova para ir a um compromisso de trabalho.
O outro tira essa mesma roupa só pra você.
O marido dorme com aquela camiseta velha e de cueca as vezes até de meia.
O outro dorme completamente nu, abraçadinho a você.
O marido reclama das coisas que tem que consertar em casa.
O outro te recebe no apartamento onde tudo funciona perfeitamente.
O marido telefona pra casa e fica perguntando o que tem que comprar no supermercado, padaria e etc.
O outro telefona só pra dizer que comprou um champgne que você vai adorar.
O marido reclama do chefe, do trabalho, do cansaço de acordar cedo.
O outro reclama a sua ausência e os dias que fica sem te ver.
Bem, você vai me perguntar :
- Por que não trocar o marido pelo amante?
Pelo simples fato de que o amante, se for viver com você, passará para o papel de marido e logo, logo, você precisará arrumar outro.
Conselho útil:
Não seja egoísta guardando esta informação com você.
Existe uma maldição, no caso dela não ser transmitida a pelo menos cinco amigas, você ficará só.
Ajude a próxima, divulgue!!
As mulheres contam com você!!!
Ah!!!...esqueci o imprescindível.... o outro nunca vai tomar cerveja com os amigos numa sexta-feira!! - ele estará com você enquanto o corno esta enchendo a cara com um monte de macho do lado.

(Autor(a) desconhecido(a)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

A Busca

Derrepente nos vemos à margem de um abismo...
Quando achamos que não estamos sós e quando percebemos, na verdade, sempre estivemos sozinhos. Agora mais do que nunca.
Olhamos ao redor e não vemos sentido em nada. As conquistas já não tem gosto.Tudo é vazio.
Não existe mais objetivo. Os antigos projetos não fazem mais sentido.
Aí surge a retórica: A minha vida tem sido? Qual o sentido da vida? Porque eu existo? Eu só nasci para sofrer?
Mais uma vez, perguntas sem respostas.... perguntas que mergulham no vazio, escorrem pelo infinito; de onde não se pode ouvir o retumbar do fundo, do fim.
O único sentimento que paira sobre nós nesse momento é uma tristeza sem fim e um completo vazio. Uma vontade infinita de gritar com todas as forças e com todo o fôlego que os pulmões podem aspirar; e ao mesmo tempo o desejo de permanecer apático, quieto, calado, parado, vegetando apenas. Um modo de não mais prolongar o sofrimento... deixar de comer, de beber, a não ser que essa bebida contenha uma boa dose de alcool em sua composição... porque o alcool ajuda a embaralhar as idéias, anestesia o sofrimento, faz esquecer um pouco a dor e não nos deixam lembrar das causas. Tudo que se quer é permanecer deitado, calado, de olhos bem fechados, no mais profundo silêncio... de modo que o sofrimento que vai na alma possa ser ouvido ensurdecedoramente por si.
Vontade de abandonar a si próprio. Deixar que a dor se apodere do corpo, de forma que o enfraqueça, que ele se torne vulnerável a qualquer doença. Afinal, viver não faz o menor sentido. E tirar a própria vida é injusto, é imoral e é pecado.
O melhor é deixar que o tempo, os dias façam isso por você. Basta que você apenas não faça nada. Absolutamente nada! Não coma, não beba, não durma direito, não se levante, não fale... apenas se cale, como uma concha. Fale apenas consigo. Se puna e se perdoe.
Não é fácil fazer as pazes consigo mesmo. Não é fácil se perdoar pelos mesmos erros cometidos. Pelas escolhas erradas, por se deixar enganar. Por querer ser enganada, usada, traida, abusada, e tantas outras formas de violência moral e psicológica.

Tudo isso, porque quando se está parado em frente ao abismo se vê, que toda a tentativa de não retornar a esse lugar, na verdade acabaram sendo em vão... De nada adiantou trocar o guarda-roupas, melhorar a auto-estima, diminuir o manequim, se polir, se educar,se a essência não mudou, se velhos conceitos permaneceram, se não se curou a alma, se não ouve o perdão íntimo para si mesmo.
E mais uma vez os mesmos erros são cometidos. E mais uma vez nos ferimos. Porém os ferimentos se tornam piores e mais profundos; mais difíceis de curar. Porque já estamos cansados, e os ferimentos anteriores ainda não estão curados, há apenas uma casca fina que os cobre e qualquer movimento mais "brusco" os expõe novamente. As nossas forças para nos renovarmos, e nos curarmos se esvaem de nós a cada novo tropeço, a cada nova decepção, a cada plano frustado, a cada sonho perdido. Ao invés de ficarmos fortes, cada vez mais enfraquecemos, e acabamos querendo deixar de lutar. Deixar de sonhar, de querer, de almejar dias melhores, coisas melhores, pessoas melhores; deixamos de querer melhorar a nós mesmos.
Tudo que sentimos desejo é de entregar "os pontos". Dizer "chega", "estou fora".
A diversão acaba virando meio de fuga. Já não fazemos as coisas por prazer, mas apenas para ocupar nosso tempo. Queremos sair da ociosidade da alma. Mas não para nos tornamos produtivos e realizados, mas apenas para não pensarmos mais no que nos fere, não pensarmos mais naquilo que corrói a alma, destrói o espírito. A tal grau que queremos deixar de pensar, de sermos seres racionais.
Queremos mergulhar no vaxio. Passamos a desejar isso. E quando estamos numa atividade de risco, pensamos por várias vezes o que aconteceria se algo desse errado, se deixamos que algo desse errado... seria uma forma de apaziguar a dor para sempre. Uma solução definitiva. sentiríamos muita dor ao fazer isso? Seria rápido? indolor? Esses pensamentos passam e se vão, porém nunca desaparecem, sempre nos rondam.
Alguns dão o nome a isso de Depressão. Outros preferem dizer: Desespero. Para outros: tristeza profunda. Muitos outros preferem entender como carência. Seja qual for no nome... sentir isso não é nada bom. Viver isso é péssimo!
Sabemos que precisamos BUSCAR, só não sabemos bem o quê.
Buscar novos objetivos. Correto. Mais focados em que? Para que?
Precisamos nos apegar em novos sonhos- buscar outros sonhos -, só nossos. Mas que graça tem sonhar sozinho? Que sonho pode haver sem um objetivo que o fundamente?
Precisamos buscar pela cura! Pela cura da alma, do espírito, do corpo e principalmente da mente. Curar a essência! Mas alguém pode me dizer aonde reside a cura? Qual a fórmula para o antídoto?
A busca deve ser constante em tudo, em nós. Mas buscar o que? BUSCAR para que? Não podemos apenas ser encontrados e socorridos?
Preciso que me encontem... preciso de socorro! Não quero cair no abismo! Quero sair daqui, mas não consigo fazer isso só. Preciso de alguém que se importe comigo de verdade. Alguém que me tire daqui, desta beira. Minhas buscas não deram certo; elas apenas me arrastaram até aqui...
Preciso que alguém me busque...

Poema de Natal

Vinicius de Moraes

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

BALADA PRA MULHER NENHUMA

Tem uma música de um grupo de blues (Velhas Virgens) que tem esse título.
É uma banda satírica, com letras pesadas, humor carregado e um ótimo som. A balada a qual me refiro aqui é um pouco diferente a da música da banda.
Nenhuma mulher merece sofrer mais do que já sofre pelo fato de ser mulher. Nenhuma mulher deveria se apaixonar, de modo que sempre fosse servida pelos homens. Sem sentimento algum dentro de si, uma mulher poderia ser fria, sagaz, racional, ardilosa... seria bem mais parecida com um homem. O que seria muito bom, para a mulher.
Nenhuma mulher deveria ter marcas, nem do passado nem do porvir. As marcas trazem junto consigo traumas, temores, crenças e rancores.
Nenhuma mulher deveria chorar na vida, o choro de uma mulher é a expressão última de um sofrimento imenso, é a última gota de sangue... é a entrega das armas, é a pura expressão da derrota, é a contestação de ser vencida, é a demonstração de cansaço, de esgotamento. É a súplica pelo fim.
Nenhuma mulher deveria ter nacionalidade... deveriam ser de uma única nação, todas deveriam falar a mesma língua.... os homens é que se virassem pra aprender a língua feminina. Isso tornaria as mulheres mais unidas, melhor informadas e muito menos machistas do que são hoje... machistas sim... porque ainda deixam um homem dominar a situação, ainda criam seus filhos para ser “o homem da casa”.
Não deveria haver o dia internacional da mulher... porque o dia da mulher deveria ser todo dia. Muito menos deveria haver dia das mães... Mãe é mãe sempre... todo dia, cada minuto, cada segundo.
Não deveria haver balada para mulheres, toda balada deveria ser da mulher. A mulher é que tem que ser badalada sempre. Bajulada, paparicada, agraciada, cortejada, acarinhada, tomada nos braços, embalada e aninhada, sempre quando ela desejar e/ou precisar.
A mulher é frágil no melhor sentido da palavra, apesar de ser sempre forte.... mesmo não parecendo, apenas o fato de ser mulher já incute nela uma força tremenda... pois por mais frágil que ela seja, ainda assim tem o poder de gerar a vida, de passar pelo parto e de trazer à luz um novo ser.
Nenhuma mulher deveria precisar pedir nada, tudo já deveria estar a seus pés... suas necessidades deveriam ser supridas no ato em que a própria necessidade se fizesse presente.
A mulher deveria ser independente por escolha e não por necessidade.
Toda mulher deveria nascer princesa, e viver como uma rainha. Toda mulher deveria ser elogiada todos os dias, por todos os homens, estando ela gorda ou magra demais... um elogio fortifica a mulher, renova suas forças e as torna mais belas. Diante de um elogio a mulher se sente melhor, mais bonita e se cuida mais, quer ser mais elogiada, e, portanto se olha mais no espelho.
Toda mulher deveria entender uma outra mulher e não competir com ela. Toda mulher deveria repartir o pão com a outra e não querer tudo para si. Assim como em outra situação, toda mulher deveria unir ao invés de separar.
Toda mulher deveria ter o poder nas mãos para transformar um homem, deixa-lo mais dócil, mais humano, mais sentimental e bem menos racional.
Toda mulher deveria poder humilhar um homem, sempre que ele a magoasse... sempre que ele a ignorasse, sempre que ele pisasse nela....Deveria ter o poder de faze-lo sentir o último dos homens, o último dos seres do planeta inteiro... fazê-lo ter vergonha de si próprio, vergonha dos seus atos, da sua natureza irracional, da sua ignorância diante de uma mulher.
Toda mulher deveria poder equilibrar a balança, não ser tanto mulher e ser um pouco mais homem. Não que os homens tenham muitas qualidades e as mulheres tenham muitos defeitos, mas seria uma forma da mulher poder racionalizar suas atitudes e colocar os homens em seus devidos lugares, faze-los provar do próprio remédio. É uma equação que não cabe explicação, nem racionalização, muito menos comparação entre o ser sim e o não. O fato é que essa é uma balada pra mulher nenhuma.

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Choro de mulher...

A alguns dias atrás tive uma experiência jamais vivenciada por mim. Antes disso pensei já ter sentido a dor na carne. Mas descobri que não.
Os problemas não existem até nós mesmos os causarmos de alguma maneira. Se você não ama ninguém, não sofre por amor. Se você não fume, jamais terá doenças relacionadas a esse hábito. Se você não bebe, idem. Se você não trabalha, jamais terá que bater cartão....porém também não terá o que comer; e isso se aplica aos medingos, aos pedintes, etc.
O único problema de verdade é aquele que não se pode solucionar. Como alguns problemas de saúde.
Os problemas de amor, depois que já se está tomado por ele também não podem ser solucionados.
Quem nunca chorou? Quem nunca sentiu dor? Quem nunca sofreu por amor, por paixão??
O fato é que pensei que já havia sentido a dor de amar, a dor das decepções em relação ao ser amado... mas que nada!
O fato é que certas atitudes machucam, machucam muito mesmo. Ser ignorada, na cara dura, dói muito também, talvez muito mais.
Perceber que não se pode fazer nada com relação ao outro; que se é dependente de outra pessoa, dos sentimentos do outro... que você está de mãos atadas. Que você só pode se comunicar com esse um, se ele assim quiser e se dispuser e que por mais que você faça, por mais que se esforce em prol de alguém, em prol de uma paixão... não há garantias quanto aos sentimentos desse alguém, nem quanto a sinceridade das palavras. Que podem ser só palavras, sem nenhum recheio de sentimento.

Chorei, chorei muito... chorei com dor... com o peito rasgado, a alma em pedaços... algo se quebrou dentro de mim... E quando ouvi o meu choro, não parecia eu... e sim o choro de uma mulher... a dor de uma mulher... como se não fossem sons saídos de dentro de mim. Naquele momento me senti mesmo uma mulher... não a mulher independente, decidida, alegre... mas a mulher frágil, sofrida, desiludida, perdida de amor e paixão.... aquela mulher que não sabe que rumo tomar; que direção seguir... Não sabe p/ onde ir... nem ao menos sabe se está no caminho certo.
Alguém que tateia no escuro... em pleno breu, e sozinha... que espera alcançar uma mão, a mão companheira, cúmplice que a levará de volta para a luz e a fará repousar tranquila... sem medo de não mais existir o amanhã, o depois... Aquela mão que sempre estará ali... que velará o sono, com carinhos dispensados à face.

Os sonhos sonhados juntos, disperdiçados no vento... no tempo... esquecidos na memória de alguém.... agora vivenciados apenas por uma só pessoa... sabe-se lá!

Um futuro tão próximo, que parecia tão paupável, quase real... totalmente realizável... se faz pó do dia para a noite... sem um motivo justificado, sem anda assinalado... endereçado.

Nenhum telefonema, nem uma linha escrita, nem um email citado, nem um numero de telefone ou endereço... nem uma palavra.
E a sensação de impotência toma conta, a tristeza, o fracasso e a profunda dor é um corte profundo na alma, que grita e faz rolar as lágrimas... faz soltar os gemidos e grunhidos de desespero, desalento, solidão.
O verdadeiro choro de mulher...
Acabaram-se as doces ilusões, os sorrisos bobos, as brincadeiras inocentemente tolas, as piadinhas provocantes, o fulgor dos desejos... tudo desmora numa fração de segundos...
E... Enfim, mulher de verdade!

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Em Compasso de Espera

A espera é cruel, principalmente para quem é ansioso. Mas será que nos dias atuais existe alguém que não o seja? Eu desconheço o ser humano que ao saber que receberá uma surpresa, que fará uma viagem inesperada, que passará por uma bateria de exames clínicos, não fique ansioso, curioso e inclusive tenha a sua pressão arterial alterada. Mas enfim... existem mentirosos em todo o lugar... o mundo é repleto deles... portanto não vou me ater a esse aspecto.
O fato é que esperar algo ou alguém é deveras cruel, angustiante e doloroso. A incerteza, a dúvida e a própria insolução dos fatos é aterrorizante, medonho, cansativo e fragilizador, nos deixa esgotados diante das inúmeras possibilidades de “happy end” que se pode ter; as inúmeras variantes de um provável desfecho.
Com isso nossas vidas passam a um estado suspensivo, parece que ficamos, nós, parados no tempo, num estado de completa espera...ficamos suspensos na linha do tempo para esperar acontecer....Entramos em compasso de espera...
As coisas que acontecem a nossa volta perdem a importância e o valor que tinham para nós, se tornam complemento de um objetivo maior, de algo que ainda não aconteceu, mas que se espera que aconteça a qualquer momento. Algo que passa a ser idealizado, minuto a minuto, dia a dia, a cada sonho, a cada pensamento compartilhado. Tudo se torna pequeno... e esses acontecimentos se tornam quase imperceptíveis a quem realmente interessa... o foco, os objetivos já não são mais os mesmos... Toda a batalha anterior, toda luta, todos os objetivos parecem perdidos, insignificantes, desnecessários diante daquilo que se almeja agora.
E nesse compasso, não vemos o tempo passar... É preciso abrir os olhos... focalizar com um ângulo de visão maior, sentir e curtir cada conquista, preencher os espaços enquanto se espera. Porque a vida passa rápido... o tempo voa, e quando nos damos conta deixamos de viver, de curtir o pouco por sempre esperar o muito.
É muito mais fácil dizer e escrever do que realmente fazer, porque nos envolvemos muito com aquilo que queremos, buscamos e precisamos... nos focamos demais em nossos objetivos, mas todo o resto necessita de nossa atenção, apoio, cuidado, orientação, aplauso e brados de vitória. Se mantemos tudo em suspenso, a vida fica sem sabor, sem sal nem doce, fica insossa, adoçada as vezes por umas gotas de esperança dentro do mar de espera... como se adoçássemos a vida com “stevia” ou “frutose” ou ainda esses adoçantes mais comuns, dando um tom artificial ao sabor da vida... adoçando sem adoça-la realmente, de verdade.... com um doce que não mela a ponta dos dedos, não enjoa o paladar, nem arrepia o corpo de tão doce.
Concordo que poderá acontecer de se salgar mais a vida do que adoça-la, nesse meio tempo de completa espera, porém, mesmo assim poderemos sentir os sabores... Com muito ou pouco sal... ou mesmo com muito pouco açúcar... O importante é que será açúcar de verdade... e não um adoçante qualquer.
Poderemos sentir o sabor da vida, mesmo que em pequenas doses, em pouca quantidade... Não do modo que merecemos e queremos, mas da maneira que a própria vida e as situações em que nos encontramos permite.
É melhor viver das migalhas que a vida nos oferece, do que não ter expectativas de melhora ou mudanças. É melhor o pouco do que o nada... melhor o sumo diluído em muita água do que apenas o bagaço. Antes um limão do que nenhum!
Entre o 8 e o 80, prefiro ficar com todo o intervalo que os separa.
É difícil, doloroso, muitas vezes sangra a alma, corrói a mente, sangra o coração... mas mesmo assim vale a pena a espera. E é preciso crer que sim, caso contrário toda dor é vã filosofia.

O Grito

Minha alma grita, grita o mais alto que pode, mas eu a sufoco com o meu silêncio e complacência. Deixo apenas transparecer o meu leve sorriso que trago nos lábios...
Tenho o grito preso na garganta , meu corpo estremece inteiro ao sufocar essa necessidade... sinto-me sufoca junto com ele, mas nada posso fazer para saciar essa ãncia de sobrevivência e libertação... esse pedido de socorro! E porque não posso? Porque seria interpretado como loucura ou ataque de nervos... ouviria inúmeros conselhos e lições de moral e bons costumes.... depois me entupiriam de remédios calmantes ao ponto de me parecer com um zumbi, ou um gambá bêbado (já pareço louca... então), resumindo, comparando com situações mais reais, igual a um ébrio sem cura.
Nesse mundo não é permitido gritar a plenos pulmões, principalmente em público, a não ser pelos motivos “determinados” pela sociedade, tais como: jogos de futebol (onde se pode até ofender quem nem se conhece), torcidas organizadas de qualquer coisa (principalmente se for para incitar as torcidas rivais), por medo (mais aí existem restrições), entre outras situações. Mas gritar num ato desesperado de sobrevivência pessoal, sentimental e psicológica... ahhhh! Aí não! Aí é loucura mesmo (segundo os ritos sociais).
É por isso que me calo, é por esse motivo que deixo o grito sufocado em mim, preso na minha alma e no meu corpo... apertando meu coração, quase deixando-o sem espaço dentro do meu peito. Fazendo doer....
Tudo isso porquê? Porque quero respirar, quero me libertar dessa paixão que me consome, ou pelo menos ser imune a ela... quando tudo acabar, se acabar... Vivo com a esperança de que nunca acabe e com a dor de não saber o amanhã... Vivo o medo de errar e a amargura de ser só amanhã ou depois. Vivo a expectativa de ter e perder sem realmente ter tido. Vivo de promessas... vivo de sonhos, de reciprocidade, de desejos, de sonhos compartilhados, de amor correspondido. Vivo pelo brilho do olhar, pelo sorriso, vivo das palavras, dos gestos de carinho que me nutrem todos os dias e tornam a minha dor ínfima, pequena e totalmente válida. E isso que me mantém “sóbria”, que me deixa sã.
É um vicio... quando não tenho minha dose diária, a dor se torna imensa, maior do que eu... me tira do sério, me deixa com os nervos a flor da pele, a ponto de libertar o grito e deixar a dor transparecer em incontáveis lágrimas e atitudes impensadas... tenho raiva do mundo, de tudo... não quero nada, não tenho vontade de nada, tudo perde o sentido... nada mais me importa.... sinto uma imensa vontade de pular pro nada, só para ter uma nova sensação, para sentir a adrenalina correr em minhas veias e para poder soltar o grito com toda a força do meu corpo, me fazendo valer dos “motivos sociais”.

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Mulher não trai, se vinga!

Você, homem da atualidade, vem se surpreendendo diuturnamente com o 'nível'
intelectual, cultural e, principalmente, 'liberal' de sua mulher, namorada,
etc... Às vezes sequer sabe como agir, e lá no fundinho tem aquele m edo de
ser traído - ou nos termos usuais - 'corneado'. Saiba de uma coisa... Esse
risco é iminente, a probabilidade disso acontecer é muito grande, e só cabe
a você, e a ninguém mais evitar que isso aconteça - ou então - assumir seu
'chifre' em alto e bom som.


Você deve estar perguntando por que eu gastaria meu precioso tempo falando
sobre isso. Entretanto, a aflição masculina diante da traição vem me
chamando à atenção já há tempos. Mas o que seria uma 'mulher moderna'? A
princípio seria aquela que se ama acima de tudo, que não perde (e nem tem)
tempo com/para futilidades, é aquela que trabalha porque acha que o trabalho
engrandece que é independente sentimentalmente dos outros, que é corajosa,
companheira, confidente, amante... É aquela que às vezes tem uma crise
súbita de ciúmes, mas que não tem vergonha nenhuma em admitir que está
errada e de correr pros seus braços... É aquela que consegue ao mesmo tempo
ser forte e meiga, desarrumada e linda... Enfim, a mulher moderna é aquela
que não tem medo de nada nem de ninguém, olha a vida de frente, fala o que
pensa e o que sente, doa a quem doer... Assim, após um processo
'investigatório' junto a essas 'mulheres modernas' pude constatar o pior.


VOCÊ SERÁ (OU É?) 'corno', ao menos que:

- Nunca deixe uma 'mulher moderna' insegura. Antigamente elas choravam. Hoje
elas simplesmente traem, sem dó nem piedade.

- Não ache que ela tem poderes 'adivinhatórios'. Ela tem de saber da sua
boca - o quanto você gosta dela. Qualquer dúvida neste sentido poderá levar
às conseqüências expostas acima.

- Não ache que é normal sair com os amigos (seja pra beber, pra jogar
futebol) mais do que duas vezes por semana, três vezes então, é assinar
atestado de 'chifrudo'. As 'mulheres modernas' dificilmente andam implicando
com isso, entretanto, elas são categoricamente 'cheias de amor pra dar' e
precisam da 'presença masculina'. Se não for a sua meu amigo...

Bem...
- Quando disser que vai ligar, ligue, senão o risco dela ligar pra aquele
ex-bom de cama é grandessíssimo.

- Satisfaça-a sexualmente. Mas não finja satisfazê-la. As 'mulheres
modernas' têm um pique absurdo em relação ao sexo e, principalmente dos 30
aos 38 anos, elas pensam - e querem - fazer sexo TODOS OS DIAS (pasmem, mas
é a pura verdade)... Bom, nem precisa dizer que se não for com você...

- Lhe dê atenção. Mas principalmente faça com que ela perceba isso.
Garanhões mau (ou bem) intencionados sempre existem, e estes quando querem
são peritos em levar uma mulher às nuvens. Então, leve-a você, afinal, ela é
sua ou não é?

- Nem pense em provocar 'ciuminhos' vãos. Como pude constatar, mulher
insegura é uma máquina colocadora de chifres.

- Em hipótese alguma deixe-a desconfiar do fato de você estar saindo com
outra. Essa mera suposição da parte delas dá ensejo a um 'chifre' tão
estrondoso que quando você acordar, meu amigo, já existirá alguém MUITO MAIS
'comedor' do que você... Só que o prato principal, bem... Dessa vez é a SUA
mulher.

- Sabe aquele bonitão que você sabe que sairia com a sua mulher a qualquer
hora? Bem... De repente a recíproca também pode ser verdadeira. Basta ela,
só por um segundo, achar que você merece... Quando você reparar... Já foi.

- Tente estar menos 'cansado'. A 'mulher moderna' também trabalhou o dia
inteiro e, provavelmente, ainda tem fôlego para - como diziam os homens de
antigamente - 'dar uma', para depois, virar de lado e simplesmente dormir. -
Volte a fazer coisas do começo da relação. Se quando começaram a sair viviam
se cruzando em 'baladas', 'se pegando' em lugares inusitados, trocavam
e-mails ou telefonemas picantes, a chance dela gostar disso é muito grande,
e a de sentir falta disso então é imensa. A 'mulher moderna' não pode sentir
falta dessas coisas... Senão... Bem amigos, aplica-se, finalmente, o tão
famoso jargão 'quem não dá assistência, abre concorrência e perde a
preferência'.
Deste modo, se você está ao lado de uma mulher de quem realmente gosta e tem
plena consciência de que, atualmente o mercado não está pra peixe (falemos
de qualidade), pense bem antes de dar alguma dessas mancadas'...Proteja-a,
ame-a, e principalmente, faça-a saber disso. Ela vai pensar milhões de vezes
antes de dar bola pra aquele 'bonitão' que vive enchendo-a de olhares... E
vai continuar, sem dúvidas, olhando só pra você!!!
Quem não se dedica se complica. '

Como diz uma amiga: MULHER NÃO TRAI APENAS SE VINGA.

(Arnaldo Jabor)

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Desolação

Sinto me desolada, perdida...ainda me perguntando qual o sentido da vida, o porquê da minha existência, que sentido tem as coisas, aonde estão as pessoas, e o pôrque de minhas escolhas nada acertadas.
Hoje acordei sem querer acordar, minha vontade era de nem mais estar...levantei pensando em porquê estar aqui, para que, para quem???
Bens materais se tem e se perde também... então não posso dizer que tenho.
Minha vida não tem sentido. Então para que viver?
Eu quero uma vida melhor, por isso trabalho, quero conforto, claro...mas isso todo mundo quer... Só que, e depois? O que mais? Depois não tem mais nada nem ninguém.
Quando eu entrei na puberdade minha mãe me explicou o que era sexo e todos os perigos... quase caí dura ali...que medo enorme!! Não queria aquilo de jeito nenhum.
Tive medo até de dar beijo na boca... medo de engravidar... de pegar doença, de morrer, de me matarem e principalmente de ARCAR COM AS CONSEQUÊNCIAS DOS MEUS ATOS!! Nosssaaaa! Que medo...
O Trauma foi tamanho que só beijei com 14 anos, e sexo... melhor nem dizer, ninguém ia acreditar mesmo.
Sempre fiquei horrorizada com essas adolescentes com filho nos braços... Ficava indignada com o trabalho que dariam aos seus pais, crianças criando crianças...
Bom... o tempo passou, eu cresci, não dei mancada... continuo zerada... currículo limpo...Mas e aí? O que ganhei com isso? Reputação imaculada! Maravilha, mas e aí? Penso mais no que perdi... no que deixei de viver... Penso e se eu tivesse um filho, um garoto, como sempre imaginei que teria se fosse mãe...Teria por quem viver... um motivo a mais para dar o sangue, para buscar melhores oportunidades, alguém que me amaria p/ sempre, porque eu cuidei e sempre cuidaria dele. Enfim... minha vida teria razão e eu já não estaria mais sozinha... Não sei se as crises de depressão.. como essa de hoje se extinguiriam por completo, mas pelo menos os motivos seriam outros.
Cada vez que penso nisso, penso que o tempo está acabando, se esvaindo.. e eu não terei mais a oportunidade de escolha, entre ser ou não ser mãe. Mas também não quero um canalha como pai do meu ou dos meus filhos.
Mesmo que o progenitor não fique comigo pelo resto da vida, no conto "felizes para sempre", gostaria que meu filho ou filhos tivesse orgulho do pai que tem. Gostaria de filhos lindos... (mas quem não quer, né? rsrsrs)
Bom... o fato é que as vezes me bate esses desespero...principalmente nos períodos menstruais... pode parecer loucura, mas penso "menos um filho" "quantos desses eu ainda tenho guardado em mim?" "Será que não tem jeito de segurar um pouco mais? UM remédio, uma técnica?" "Porque eu não posso ter mais tempo?"
Eu tenho muita coisa suspensa na minha vida, muita coisa p/ acontecer...muitos sonhos, realizações quase certas, amores quase tangíveis.... Mas tudo parece de depender de algo que eu não sei o que é, algo que não depende de mim.
Eu sempre nado, nado, nado e morro na beira da praia... sem forças para me levar, tamanho o esforço que fiz ao nadar. E assim vou sobrevivendo, ou tentando....
Morrendo e renascendo, como uma Fênix.